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Aluguel de CPFs: esquema de ocultação de bens envolve funkeiros

Polícia Federal desmonta esquema de aluguel de CPFs para ocultar patrimônio de R$ 1,6 bilhão, com artistas usados como fachada e laranjas

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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, na quarta-feira, 15, revelando um esquema de aluguel de CPFs ligado à ocultação de bens e à lavagem de R$ 1,6 bilhão.
  • A investigação aponta uso de interposição de terceiros, com familiares e “laranjas” famosos para dar aparência legal às movimentações financeiras.
  • Os recursos ilícios teriam origem em tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas digitais, sendo misturados a receitas de shows e produções musicais.
  • MC Ryan SP era apontado como líder central, usando sua base de seguidores para projetar a impunidade do patrimônio do grupo.
  • A defesa de MC Ryan SP Disse não ter acesso ao processo, citando lisura das transações; a denúncia aponta dezenas de nomes e empresas de fachada, além de 39 mandados de prisão temporária.

O que aconteceu: a Polícia Federal deflagrou na quarta-feira a Operação Narco Fluxo, que desarticula esquema de lavagem de dinheiro de origem ilícita. A ação envolve o aluguel de CPFs para ocultar os verdadeiros beneficiários, com a finalidade de legalizar recursos.

Quem está envolvido: a investigação aponta a interposição de terceiros, incluindo familiares e figuras públicas conhecidas, para dispersar valores de origem criminosa. MC Ryan SP aparece como figura central na projeção pública do grupo. Também há menção a dezenas de pessoas e empresas de fachada.

Quando e onde ocorreu: a operação ocorreu nesta quarta-feira, com o cumprimento de 39 mandados de prisão temporária emitidos pelo Ministério Público. O foco principal é o território brasileiro, envolvendo atividades ligadas a drogas, apostas ilegais e rifas digitais.

Como funciona o esquema: os recursos ilícitos eram integrados a receitas legítimas de shows e produções musicais para dificultar o rastreamento. A tática envolvia laranjas e familiares para naturalizar a movimentação financeira bilionária.

Origem da investigação: o trabalho partiu de um backup presente no celular de Rodrigo Morgado, apontado pela PF como operador central da organização criminosa de lavagem de dinheiro.

Defesa de envolvidos: a defesa de MC Ryan SP afirmou que o processo tramita em sigilo e que as transações teriam origem comprovada, sem acesso ao conteúdo até o momento. As declarações buscam contestar imputações específicas.

Conexões e desdobramentos: a denúncia lista nomes de laranjas na estrutura, com a identificação de várias empresas de fachada usadas para dispersar recursos. As autoridades continuam apurando a extensão do esquema e as ligações entre as pessoas envolvidas.

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