- O IBC-Br subiu 0,6% em fevereiro, dessazonalizado, segundo o Banco Central, mantendo o quinto mês seguido de alta.
- A indústria puxou o desempenho, com alta de 1,2% frente a janeiro; as vendas no varejo e serviços tiveram avanços menores, de 0,6% e 0,1%, respectivamente.
- O resultado ocorreu antes do início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que elevou preços do petróleo e preocupações com inflação.
- Em comparação com fevereiro de 2025, o índice caiu 0,3%; no acumulado de 12 meses, houve alta de 1,9%.
- O BC considera o IBC-Br como sinalizador do PIB; economistas apontam ritmo moderado da atividade e base de comparação mais fraca para 2026.
O indicador IBC-Br mostrou expansão de 0,6% em fevereiro, na comparação com janeiro, na leitura dessazonalizada do Banco Central. O resultado confirma o quinto mês seguido de alta e antecipa a trajetória do PIB, ainda que tenha ocorrido antes do início da tensão no Oriente Médio.
A indústria foi o principal motor do mês, com alta de 1,2% frente a janeiro. Outros setores registraram ganhos menores: serviços avançou 0,3%, e a agropecuária subiu 0,2%. Sem considerar a agropecuária, o BC aponta alta de 0,6%.
Em relação ao mês anterior, as vendas varejistas cresceram 0,6% e o volume de serviços, 0,1%. O IBGE também informou, no início do mês, que a produção industrial nacional cresceu 0,9% em fevereiro, acima do esperado.
Na comparação anual, o IBC-Br caiu 0,3% em fevereiro, mas acumula avanço de 1,9% em 12 meses, conforme dados não dessazonalizados. Economistas destacam que a leitura de fevereiro pode sinalizar apenas uma inflexão pontual.
Segundo analistas, o resultado de fevereiro sugere ritmo moderado da atividade no primeiro trimestre. A acomodação de serviços, com peso relevante no PIB, é apontada como fator-chave para o cenário de atividade mais fraca em 2026.
Desempenho por setores
O setor industrial liderou a alta de fevereiro, respondendo pelo impulso ao índice. Serviços registrou ganho mais contido, enquanto a agropecuária avançou de modo discreto. Juntos, indicam uma composição do IBC-Br pouco uniforme entre atividades.
A divulgação também aponta que o BC observa perspectivas do mercado com base na Focus: expectativa de expansão do PIB em 2026 em torno de 1,85%, caindo para 1,80% em 2027.
O IBC-Br é calculado com proxies de volume da produção da agropecuária, indústria e serviços, além do volume de impostos sobre a produção, servindo como sinalizador para o PIB.
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