- O Banco Central decretou, na quinta-feira (16), a liquidação extrajudicial da Cooperativa Creditag, por grave comprometimento da situação econômico-financeira.
- A medida aponta risco anormal aos credores quirografários, ou seja, sem garantias reais.
- A Creditag representava, em dezembro de 2025, aproximadamente 0,0000226% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional.
- As quatro maiores instituições do país concentram 54,7% dos ativos do SFN, conforme o BC, com destaque para Caixa, BB, Itaú e Bradesco.
- A liquidação extrajudicial é um regime de intervenção para retirar instituições inviáveis do SFN de forma organizada, com bens dos ex-administradores indisponíveis; o BC continuará apurando responsabilidades e pode aplicar sanções administrativas.
O Banco Central (BC) decretou, nesta quinta-feira (16), a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros Creditag. A medida ocorreu por grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição.
O BC informou que o cenário criou um risco anormal para credores quirografários, ou seja, sem garantia real da dívida. O crédito nessas condições sustenta contratos simples, como notas promissórias, cheques sem garantia e serviços.
A Creditag é uma cooperativa de pequeno porte, com participação muito pequena no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Em dezembro de 2025, detinha cerca de 0,0000226% do ativo total do SFN.
Dados do BC também destacam a concentração de ativos: as quatro maiores instituições nacionais respondem por 54,7% do total. Caixa, BB, Itaú e Bradesco aparecem como líderes, conforme o relatório de Estabilidade Financeira de abril de 2025.
A liquidação extrajudicial é um regime especial de intervenção para retirar instituições inviáveis do SFN de forma organizada. Ela ocorre sem intervenção judicial direta, com o objetivo de proteger depositantes e credores.
Com a medida, os bens dos ex-administradores da cooperativa ficam indisponíveis, conforme determinação legal. O BC afirmou que continuará apurando responsabilidades da crise na Creditag.
As apurações podem levar a sanções administrativas e à comunicação às autoridades competentes, se cabível. O BC reforçou que adotará todas as medidas cabíveis dentro de suas competências.
Com informações da Agência Brasil.
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