- O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, afirmou que a crise energética causada pela guerra no Oriente Médio deve elevar a inflação em muitos países e dificultar cortes de juros no Reino Unido.
- Em entrevista à BBC, ele disse que o choque energético é muito grande e pode impactar atividade econômica globalmente.
- Bailey informou que, antes da guerra, previa um ou dois cortes de juros neste ano, mas essa previsão não se mantém; a instituição prefere aguardar para ver os efeitos na inflação britânica.
- O banco central britânico não pretende aumentar as taxas de juros de forma precipitada, mantendo a posição de observar o impacto da guerra.
- Em paralelo, a ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, disse que foi um erro os Estados Unidos terem encerrado negociações com o Irã e iniciado o conflito.
O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, disse que a guerra no Oriente Médio pode elevar a inflação global e dificultar cortes de juros no Reino Unido. Em entrevista à BBC, ele apontou que o choque energético é significativo e pode impactar preços e atividade econômica.
Bailey afirmou que não prevê cortes de juros este ano nem no próximo, diante da incerteza sobre o efeito da crise energética. O banco central deve acompanhar de perto como o conflito afeta a economia britânica antes de qualquer decisão.
Segundo o governador, a inflação elevada e o crescimento mais fraco criam uma situação de escolha complexa para bancos centrais ao redor do mundo. Ele ressaltou que é cedo para tirar conclusões definitivas sobre o caminho da política monetária no Reino Unido.
Reação política e contexto
A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, criticou a decisão dos Estados Unidos de encerrar negociações com o Irã e iniciar o conflito. Reeves disse, em Washington, que não se pode considerar a segurança intacta diante da ofensiva atual.
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