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CEO da Paramount defende fusão com a Warner e promete 30 filmes/ano

CEO diz que, se aprovada a fusão Paramount Skydance-Warner Bros., haverá pelo menos trinta filmes por ano; exibidores cobram garantias e indústria teme menos opções

David Ellison, CEO da Paramount Skydance, em Las Vegas, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (15)
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  • O CEO da Paramount Skydance, David Ellison, afirmou que, se reguladores aprovarem a compra da Warner Bros. por US$ 110 bilhões, a empresa manterá o compromisso de lançar, no mínimo, trinta filmes por ano.
  • Ellison divulgou a promessa aos donos de cinemas durante a CinemaCon, em Las Vegas, logo após a exibição de um vídeo com Tom Cruise elogiando a Paramount.
  • A Paramount planeja lançar quinze filmes neste ano, contra oito em 2025, segundo o acordo que resulta na fusão entre Paramount Global e Skydance Media, anunciado em agosto.
  • Ele disse que todos os títulos terão exclusividade nos cinemas por pelo menos quarenta e cinco dias, medida que foi bem recebida pelos exibidores.
  • Contudo, operadores e nomes de Hollywood, como Jane Fonda, J. J. Abrams e Mark Ruffalo, manifestaram preocupações sobre menos filmes, impactos no emprego e aumento de custos, em carta com quase 3.500 signatários.

O CEO da Paramount Skydance, David Ellison, defendeu a fusão com a Warner Bros por US$ 110 bilhões e garantiu aos exibidores um mínimo de 30 filmes por ano, caso os reguladores liberem o negócio. A fala ocorreu durante a CinemaCon, em Las Vegas, após a exibição de um vídeo com Tom Cruise. A promessa visa tranquilizar o setor diante da operação.

Segundo Ellison, a Paramount tem demonstrado capacidade de ampliar a produção, especialmente após a fusão entre Paramount Global e Skydance Media em agosto do ano passado. A companhia projeta lançar 15 filmes neste ano e oito em 2025, mantendo o compromisso de distribuição exclusiva de pelo menos 45 dias para cada título.

A audiência de exibidores acolheu a proposta, mas houve ceticismo. O grupo Cinema United afirmou que a fusão pode reduzir a oferta de filmes, cobrando garantias adicionais. Em Hollywood, personalidades como Jane Fonda, J.J. Abrams e Mark Ruffalo assinam carta com quase 3.500 apoiadores contra a operação, citando riscos para criadores, empregos e custos.

Repercussões regulatórias

A negociação enfrenta escrutínio de reguladores e do setor, com pedidos para que o acordo seja bloqueado ou cuidadosamente supervisionado. A posição dos exibidores na CinemaCon aponta para a necessidade de condições claras para o mercado, caso a fusão venha a avançar. Fontes ligadas ao processo ressaltam que bases regulatórias continuam em avaliação.

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