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Choque enorme para cadeias globais, diz CCO da Scan Global Logistics

Scan Global Logistics monta war room global para manter fluxo de cargas com rotas alternativas diante da crise no Estreito de Ormuz e impulso de custos

O executivo dinamarquês Mads Drejer é diretor comercial global da Scan Global Logistics
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  • O bloqueio em Ormuz impacta as cadeias globais de suprimento, elevando custos e alongando prazos, especialmente para a região do Golfo.
  • A Scan Global Logistics criou um “war room” global para manter o fluxo de informações entre escritórios e clientes, redesenhando rotas com opções como Salalah, Jeddah e o modelo Sea-Air.
  • No marítimo, rotas via Omã e Arábia Saudita substituem trajetos tradicionais; no aéreo, soluções Sea-Air ganham espaço, com hubs em Singapura, Colombo, Maldivas e Los Angeles para a América Latina.
  • O choque de oferta de petróleo eleva tarifas e fretes em todos os modais; os atrasos nas rotas entre Ásia e Europa devem persistir e o retorno a normalidade provavelmente levará meses.
  • Em 2025, a empresa registrou receita e EBITDA entre €215 milhões e €220 milhões, mantendo a estratégia de crescimento e destacando o Brasil como exemplo; a rede mundial soma mais de 180 escritórios em seis continentes.

A Scan Global Logistics, empresa dinamarquesa de logística com atuação em seis continentes e mais de 180 escritórios, descreve o impacto do conflito no Oriente Médio como um choque relevante para cadeias globais. Em entrevista, o COO falou sobre medidas tomadas pela companhia para manter o fluxo de cargas diante do bloqueio em Ormuz.

A empresa criou um centro de comando global, um “war room”, para monitorar informações em tempo real e orientar escritórios e clientes. A estratégia visa reduzir a incerteza e manter a continuidade das operações, mesmo diante de restrições no tráfego de petróleo.

Perspectiva do impacto e adaptação

No marítimo, rotas alternativas passaram a usar portos como Salalah, em Omã, e Jeddah, na Arábia Saudita, para manter cargas no Golfo. O setor aéreo utiliza soluções Sea-Air, com hubs em Singapura, Colombo e nas Maldivas, além de conexões para a América Latina via Los Angeles.

Para a América Latina, a rota Sea-Air tem mostrado funcionamento aceitável, mantendo prazos quando possível. Mesmo com a recuperação da capacidade aérea, o espaço sobre o Oriente Médio continua restrito, influenciando o serviço nessas regiões.

Custos, prazos e mercado

Os preços do petróleo elevaram os custos de todos os modais, sem igual para frete e energia. A elevação de tarifas está associada à volatilidade do mercado, com maior impacto observável nas rotas entre Ásia e América Latina.

Sobre prazos, a empresa enfatiza atrasos para rotas que passam pelo Golfo e pelo Canal de Suez via Mar Vermelho. Mesmo assim, afirma que já é prática comum evitar o Canal, desde há mais de dois anos, buscando alternativas viárias.

Brasil, país-alvo de impactos

O principal efeito para o Brasil é o aumento de custos logísticos. A Scan mantém embarques necessários e informa clientes em tempo real sobre a evolução da situação, priorizando transparência na comunicação.

Desempenho financeiro e estratégia

Mesmo em um cenário difícil, a Scan reportou receita e EBITDA entre €215 milhões e €220 milhões em 2025. A empresa atribui o desempenho à diversificação de negócios e a uma estratégia de crescimento consistente.

A ambição é dobrar a receita global nos próximos dois a três anos. A empresa reforça que a escala é essencial e cita o Brasil como exemplo de atuação bem-sucedida dentro da rede global.

Estrutura operativa em crise

Com atuação consolidada em seis continentes, a Scan coordena operações localmente. O war room centraliza o fluxo de informações para manter clientes informados de forma ágil, priorizando velocidade de comunicação.

Cenário futuro e riscos

Se o cessar-fogo for rompido, a principal preocupação é a escassez de petróleo, que poderia reduzir operações de transportadoras e aeroportos. O setor teme impacto direto na disponibilidade de produtos nas prateleiras.

Fato determinante, segundo a empresa, é a necessidade de observação contínua do conflito. A Scan permanece otimista de que a situação será resolvida, mantendo o foco no atendimento aos clientes.

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