- A Confederação Nacional da Indústria elevou a projeção de crescimento do PIB para 2026 de 1,8% para 2%.
- A estimativa para a indústria subiu de 1,1% para 1,6%, puxada pela indústria extrativa, safra agrícola e avanço do setor de serviços.
- Espera-se crescimento de 2% do consumo das famílias em 2026, enquanto os investimentos devem crescer apenas 0,6%.
- O cenário continua com juros elevados e endividamento das empresas, o que pode reduzir o ritmo da economia nos próximos anos.
- A CNI projeta a Selic em 12,75% ao fim de 2026 e aponta déficits e dívida pública em alta, com possibilidade de dívida acima de 80% do PIB.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a projeção de crescimento do PIB para 2026 de 1,8% para 2%. A indústria também teve atualização de 1,1% para 1,6%. A revisão reflete desempenho mais forte da indústria extrativa, melhoria da safra e avanço do setor de serviços.
A entidade ressalta que o crescimento permanece desequilibrado. O consumo cresce com estímulos fiscais e maior renda, enquanto os investimentos devem permanecer baixos, limitando o ritmo da economia nos próximos anos.
Para a CNI, o consumo das famílias deve subir 2% em 2026, enquanto os investimentos avançariam apenas 0,6%, ante 2,9% em 2025. Juros elevados e alto endividamento de empresas ajudam a explicar o cenário.
Influência dos setores
A indústria extrativa lidera o movimento, com alta prevista da produção de petróleo e minério de ferro. A safra agrícola também é revista positivamente, acompanhando a melhora do setor de serviços, estimulado pela expansão fiscal.
O setor de transformação permanece pressionado por custos financeiros e importações, com a projeção de crescimento reduzida. A construção civil apresenta cenário misto, com estímulos recentes, mas juros elevados limitando ganhos.
Serviços, agro e cenários macro
Serviços ganham fôlego com aumento de renda e gastos públicos, ainda que o endividamento das famílias pese sobre o ritmo. A agropecuária também destaca a melhora da safra e da pecuária, elevando as expectativas.
A CNI prevê inflação de serviços moderando a trajetória, o que pode manter juros em patamares elevados. A taxa Selic é estimada em 12,75% ao fim de 2026, mantendo-se acima de 12% neste cenário.
O crédito deve crescer de forma mais contenida, e a atividade econômica tende a perder força ao longo de 2026. A entidade também aponta incremento de gastos públicos acima da inflação, com déficit e elevação da dívida pública.
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