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Demanda crescente e novos mercados impulsionam etanol no Brasil

Demanda em alta impulsiona etanol de milho, que já responde por mais de 12 bilhões de litros dos 41 bilhões produzidos no Brasil

Etanol hidratado apresentou uma redução de 1,2% na comparação com a semana anterior
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  • O mercado brasileiro de etanol está em expansão, com o milho já respondendo por doze bilhões de litros dos quarenta e um bilhões produzidos no país.
  • A participação do etanol na matriz de combustíveis leves atingiu quarenta e cinco vírgula seis por cento em 2025, com destaque para Mato Grosso, São Paulo e Goiás.
  • A produção de etanol cresceu 33 por cento nos últimos cinco anos, subindo de cerca de 31,3 bilhões de litros na safra de 2022/23 para 41,6 bilhões de litros projetados para 2026/27, impulsionada pelo etanol de milho.
  • Três pilares sustentam a expansão: aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de vinte e sete para trinta por cento (podendo chegar a trinta e dois por cento); ampliação da distribuição, especialmente no Nordeste; e o mercado marítimo, com potencial de até trinta e dois bilhões de litros até 2040.
  • Desafios incluem falta de informação do consumidor e infraestrutura logística; oportunidades aparecem com RenovaBio, mercado de carbono e políticas relacionadas ao etanol de milho e carbono no solo.

O mercado brasileiro de etanol vive um momento de expansão, impulsionado pela demanda de clientes tradicionais e por novas oportunidades no cenário global. Especialistas veem o biocombustível ganhando relevância na matriz energética nos próximos anos, apesar de desafios logísticos e de comunicação com o consumidor.

Durante a 3ª Conferência Internacional Unem Datagro sobre etanol de milho, Plínio Nastari, presidente da Datagro, apresentou projeções de consumo de combustíveis do ciclo Otto. Em 2025, a gasolina equivalente deve crescer 1,9 bilhão de litros; em 2026, pelo menos mais 1,6 bilhão de litros, elevando o consumo de etanol hidratado. O crescimento anual pode ficar entre 2,5 e 3 bilhões de litros nos próximos dez anos.

Participação do etanol na matriz energética

Em 2025 o etanol substituiu 45,6% da gasolina no Brasil, com Mato Grosso, São Paulo e Goiás liderando o índice. Minas Gerais e Rio de Janeiro também apresentam desempenho relevante, enquanto Bahia e Maranhão apresentam participação menor, próxima de 30%, com potencial de expansão.

A produção de açúcar permanece estável, perto de 43 milhões de toneladas ao longo dos últimos anos, enquanto o etanol avança 33% em cinco anos. A produção total pode chegar a 41,6 bilhões de litros na safra 2026/27, com o etanol de milho respondendo por mais de 12 bilhões de litros.

Perspectivas de demanda e novas frentes

O etanol de milho já é peça-chave, ajudando a compensar a estabilidade da cana. Além do mercado interno, cresce a demanda internacional, aliada à expansão de misturas de etanol na gasolina global e a investimentos em logística.

Gustavo Mariano, da Inpasa, aponta três pilares para a expansão: maior mistura de etanol anidro na gasolina, com impactos relevantes se subir de 30% para 32% ou 35%; ampliação da distribuição, especialmente no Nordeste; e o aumento do uso de etanol no setor marítimo, com potencial de até 32 bilhões de litros até 2040.

Desafios e oportunidades

Entre os entraves, está a falta de informação do consumidor: cerca de 60% dos proprietários de veículos flex não sabem aproveitar o etanol de forma vantajosa. A logística de levar o combustível das regiões produtoras aos grandes centros exige investimentos em infraestrutura.

Políticas públicas como RenovaBio e iniciativas ligadas ao mercado de carbono, especialmente no etanol de milho e no carbono no solo, aparecem como oportunidades para fortalecer a competitividade do etanol brasileiro.

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