- O júri concluiu que a Live Nation e a Ticketmaster operaram como monopólio, em um veredito histórico após investigações iniciadas pelo Departamento de Justiça em dois mil e vinte e dois e a ação movida em maio de dois mil e vinte e quatro.
- O advogado Jeffrey Kessler assumiu a liderança do julgamento uma semana após o início, com apenas oito dias de preparação, apoiado por mais de quarenta estados.
- Este é o primeiro caso civil de monopólio movido por um governo a chegar a júri; o DOJ havia fechado acordo com a Live Nation no começo de março, mas muitos estados optaram por seguir adiante.
- Evidências-chave incluíram mensagens internas entre executivos sobre precificação e uso de documentos para sustentar a narrativa, além do testemunho do CEO da Live Nation, Michael Rapino.
- Os próximos passos envolvem possíveis remédios e indenizações; a Live Nation pretende recorrer, e a definição de cronogramas de remédios deve levar vários meses.
O julgamento antitruste sobre a Live Nation e a Ticketmaster terminou com o veredito de monopólio. O Departamento de Justiça iniciou a investigação em 2022 e acionou as empresas em maio de 2024, com mais de 40 estados como coautores. O caso foi a julgamento no mês passado.
Jeffrey Kessler assumiu a liderança da defesa uma semana após o início do julgamento, substituindo a equipe do governo. Copresidente do escritório Winston & Strawn, ele fechou o time com procuradores gerais estaduais para conduzir o processo.
A decisão ocorreu em um cenário inédito: o caso civil de monopolização foi levado a júri pela primeira vez na história. O DOJ havia chegado a um acordo com a Live Nation no começo de março, mas 33 estados e o Distrito de Columbia optaram por prosseguir.
Kessler descreve a tarefa como extraordinária: com apenas oito dias para preparar, montou uma equipe integrada com veteranos em julgamentos antitruste para enfrentar a defesa ao vivo. O objetivo foi apresentar uma narrativa clara aos jurados.
Entre as mudanças, o time do estado eliminou testemunhas desnecessárias e reforçou o foco no “mercado de grandes anfiteatros” e nos documentos internos. A estratégia privilegiou provas documentais que mostrassem condutas anticompetitivas.
As mensagens de chat entre executivos de bilheteria foram centrais. Elas mostravam discussões sobre inflação de tarifas, indicando intenção de explorar o mercado. A equipe considerou testemunhas-chave para expor esse alinhamento.
A participação do CEO da Live Nation, Michael Rapino, foi cuidadosamente preparada. A defesa indicou que ele colaborou com documentos e depoimentos, evitando confrontos acirrados, o que, segundo analistas, pode ter favorecido a clareza do veredito.
Para além do veredito, o juiz solicitou que as partes discutam remédios e um cronograma de audiência, em linha com o processo de revisão pelo Tunney Act. As ações futuras devem se estender por meses, não por semanas.
Kessler vê o caso como possível marco no antitruste, com impactos no entretenimento ao vivo e na venda de ingressos. Ele destaca que decisões devem beneficiar concorrentes, locais e artistas, promovendo mudanças no setor.
Além do processo em curso, o advogado mantém o hábito de acompanhar shows, citando o interesse em ver o público do New Jersey e o ecossistema de ingressos em mudança. O legado do veredito, segundo ele, depende dos remédios a serem estipulados.
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