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Ex-presidente do BRB é conduzido pela PF para prisão em Papuda

Ex-presidente do BRB chega à PF sob escolta e seguirá para Papuda após exame de corpo de delito, em desdobramento da Operação Compliance

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso na manhã desta quinta-feira
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  • Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, chegou à sede da Polícia Federal em Brasília por volta das nove da manhã desta quinta-feira, escoltado, para os procedimentos iniciais.
  • Ele será submetido a exame de corpo de delito e, em seguida, encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda; horário de remoção ainda não foi definido.
  • a prisão integra a quarta fase da Operação Compliance, que investiga fraudes envolvendo o BRB e instituições financeiras privadas.
  • mensagens reveladas indicam negociação de imóveis entre Costa e Vorcaro durante as investigações; o advogado Daniel Lopes Monteiro também foi preso.
  • o Itaú Unibanco informou acordo para aquisição de ativos do BRB, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou que a Justiça deve apurar os fatos.

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, chegou à sede da Polícia Federal em Brasília por volta das 9h desta quinta-feira (16/4). Ele fará exames de rotina, incluindo o corpo de delito, antes de ser transferido para o sistema prisional. O objetivo é cumprir procedimentos após a prisão determinada nas investigações de fraudes no sistema financeiro.

A entrada ocorreu pelos fundos do prédio, sem contato com a imprensa, sob escolta de agentes. Costa foi encaminhado diretamente ao setor de perícia, sem paradas para declarações públicas. A operação integra as etapas iniciais da 4ª fase da Operação Compliance.

A investigação apura fraudes envolvendo ativos e operações de grandes portes entre BRB e instituições privadas. Costa e o advogado do Banco Master, Daniel Lopes Monteiro, foram presos durante o desdobramento. As apurações apontam irregularidades em transações atípicas.

Entre as mensagens apreendidas, aparecem trechos em que Costa negocia imóveis com Vorcaro, destacando a possibilidade de apresentação de apartamento a terceiros. As comunicações revelam interlocuções relacionadas a contratos e visitas a imóveis.

Costa presidiu o BRB de 2019 a 2025, com carreira de mais de 20 anos no sistema financeiro. Anteriormente atuou na Caixa Econômica Federal e no Banco Panamericano, além de participação em entidades de governança e relações com investidores.

A defesa de Costa afirma que a prisão é desnecessária e que ele não representa risco à instrução criminal. O advogado cita liberdade já concedida na fase anterior e aponta ausência de motivos para detenção.

A governadora do DF, Celina Leão, divulgou nota ressaltando que a apuração cabe ao Poder Judiciário. Ela afirmou que o caso está sob análise da Justiça, sem comentar decisões específicas.

Na véspera, o Itaú Unibanco informou acordo para aquisição de ativos do BRB, após questionamento da CVM sobre notícia anterior. A comunicação envolveu o interesse de grandes bancos em carteiras de crédito com garantia da União.

Daniel Lopes Monteiro, advogado preso em São Paulo na mesma operação, é apontado como operador jurídico-financeiro do esquema. PF e Procuradoria apontam atuação além da função de defensor técnico, influenciando operações relevantes.

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