- O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, segundo o Banco Central.
- Em relação a fevereiro de 2025, o índice recuou 0,3%.
- O cálculo envolve ajuste sazonal, importante por causa do Carnaval; fevereiro de 2026 teve dois dias úteis a menos que fevereiro de 2025, e março teve três dias a mais.
- Em fevereiro, Serviços avançaram 1% no confronto interanual; Indústria e impostos ficaram estáveis; Agropecuária caiu 1,3%; frente a janeiro, a Indústria subiu 1,2%.
- Para março, a consultoria 4intelligence prevê queda de 0,1% frente a fevereiro, mas alta interanual de 3,6%; projeções indicam alta de 1,3% no 1º trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, com PIB interanual próximo de 0,9% no trimestre e 1,5% no ano, sugerindo arrefecimento nos demais trimestres.
O IBC-Br, indicador mensal do Banco Central, subiu 0,6% em fevereiro frente a janeiro e caiu 0,3% na comparação com fevereiro de 2025. O avanço mensal vem após ajustes sazonais, que não se aplicam na leitura interanual.
Em fevereiro, o consumo e a atividade apresentaram leitura mista: Serviços avançaram 1,0% em relação ao ano anterior, enquanto Agropecuária recuou 1,3%. Indústria ficou estável e houve alta de 1,2% em relação a janeiro, destacando o peso do setor industrial.
Ajustes sazonais
A peculiaridade do cálculo do IBC-Br é relevante em fevereiro e março, meses com folga de Carnaval no calendário. Em 2026, fevereiro teve dois dias úteis a menos que 2025, e março teve três dias úteis a mais. Mesmo assim, o índice de fevereiro atingiu o quinto recorde mensal seguido desde 2013, com evolução setorial negativa, exceto Serviços, frente a fevereiro de 2025.
Para março, a consultoria 4intelligence projeta queda de 0,1% frente a fevereiro, mas alta de 3,6% na comparação com março de 2025, impulsionada pelos dias úteis adicionais. Se confirmada, a leitura do primeiro trimestre de 2026 deve mostrar alta de 1,3% ante o último trimestre de 2025 e 1,5% ante igual período de 2025.
Em relação ao PIB, a 4intelligence projeta variação de 0,9% no primeiro trimestre de 2026, com avanço interanual de 1,5%. Caso essa taxa se repita nos próximos trimestres, o crescimento anual ficaria em torno de 3,6%, acima das previsões para 2026 feitas por outras instituições.
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