- Em fevereiro, a Serasa indicou 81,7 milhões de pessoas com contas em aberto.
- A Peic mostra que, em março, 80,4% das famílias tinham dívidas a vencer e 29,6% apresentavam dívidas em atraso.
- Entre os setores, bancos e cartão de crédito respondem por 26,8% das dívidas, seguidos por água, luz e gás (21,4%) e financeiras (20,3%).
- A ABCD aponta que o cartão de crédito rotativo ficou mais caro, com alta média de 11,4 pontos percentuais na taxa, chegando a mais de 400% ao ano; empréstimos com garantias são mais baratos e ganham importância.
- No crédito digital, 77% das fintechs de crédito utilizam garantias em suas operações, ante 70% no ano anterior; o Desenrola e mecanismos extras para o FGTS aparecem como possíveis alívios para endividados.
O endividamento no Brasil continua em evidência. Segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa, fevereiro registrou aumento expressivo no volume de pessoas com contas em aberto. O indicador reforça o desafio de consumo em dois meses de 2026.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) aponta que, em março, 80,4% das famílias tinham dívidas a vencer e 29,6% tinham dívidas em atraso. Os números mostram pressão contínua sobre o orçamento doméstico.
O levantamento da Serasa revela 81,7 milhões de pessoas com contas em aberto em fevereiro. Bancos e cartões de crédito concentram 26,8% das dívidas, seguidos por água, luz e gás (21,4%), financeiras (20,3%) e serviços (11,6%).
Garantias ganham espaço no crédito digital
A ABCD afirma que, em cenários de juros elevados, opções com garantias se tornam mais atrativas. O cartão de crédito rotativo sobe de custo, enquanto operações garantidas despontam como alternativas mais baratas.
Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD, destaca que o crédito com garantias reduz o risco e tende a oferecer juros mais baixos. Em contrapartida, o rotativo passou a ser uma das modalidades mais caras do mercado.
Em 2024, 77% das fintechs de crédito digital analisadas aceitavam garantias, ante 70% em 2023, segundo a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025. O estudo abrange 44 fintechs e aponta evolução constante desde 2021.
A executiva aponta que garantias fortalecem a estabilidade das carteiras de crédito em um ambiente de maior seletividade. O uso de garantias tem sido visto como instrumento para equilibrar risco e retorno.
Para quem busca alívio imediato, a ABCD cita duas frentes em andamento: a nova versão do Desenrola, programa de renegociação federal, e mecanismos adicionais para a liberação do FGTS. Estas medidas devem impactar o endividamento nos próximos meses.
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