- Lula afirma que o Brasil busca reconstruir a indústria de fertilizantes para não depender de outros países; ele acusa o governo anterior de Bolsonaro de ter fechado fábricas.
- O presidente diz que os problemas com fertilizantes surgiram desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia e que o setor deveria ter sido incentivado há décadas.
- O governo tomou medidas para evitar altas nos preços da gasolina, do diesel e do querosene, em função da guerra no Oriente Médio.
- Lula afirma que a guerra contra o Irã elevou em 35% os preços da gasolina nos Estados Unidos, e que as medidas brasileiras visam evitar impacto no custo de vida.
- No fim de semana, Lula participa da Feira de Hannover com o chanceler alemão, Fritz Merz, para apresentar avanços do Brasil em biocombustíveis aos empresários internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao Der Spiegel que o Brasil busca reconstruir a indústria de fertilizantes para evitar dependência de outros países. Segundo ele, o governo trabalha para ampliar a produção nacional do setor.
Lula atribuiu a responsabilidade pelo fechamento de fábricas de fertilizantes ao governo anterior, de Jair Bolsonaro, e disse que o país deveria ter impulsionado a cadeia produtiva há décadas. O objetivo é reduzir vulnerabilidades diante de choques externos, como a guerra entre Rússia e Ucrânia.
O chefe do Planalto destacou que, desde o início do conflito, o Brasil enfrenta dificuldades com o abastecimento e cita medidas de apoio adotadas para manter estoques e preços estáveis. O objetivo é evitar impactos na economia e no custo de vida.
Medidas para evitar alta de combustíveis
Sobre o conflito no Oriente Médio, o governo diz ter atuado para impedir elevação de gasolina, diesel e querosene. Suporte financeiro ao setor energético foi divulgado como instrumento para mitigar efeitos da guerra sobre os preços internos.
Lula afirmou que o episódio internacional provocou aumento de preços nos EUA e que o Brasil adotou políticas para conter repasse ao consumidor. A ideia é manter consumo estável e evitar pressões inflacionárias.
Visita à Hannover e temas estratégicos
Neste fim de semana, o presidente participará da Feira de Hannover ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz. O objetivo é apresentar avanços brasileiros em biocombustíveis aos empresários internacionais.
Segundo o governo, a participação busca ampliar parcerias no setor de energia e tecnologia, fortalecendo a posição do Brasil em mercados globais de renováveis. A agenda inclui encontros com autoridades e representantes da indústria.
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