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MC Ryan e Chrys Dias perdem Instagram após prisão em esquema bilionário de aposta

Perfis de MC Ryan SP e Chrys Dias são removidos do ar após prisão em operação da Polícia Federal por lavagem de dinheiro de mais de R$ 1,6 bilhão ligada a bets ilegais

MC Ryan SP (esquerda) e Chrys Dias (direita) eram conhecidos pelo estilo ostentação nas redes sociais. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes sociais
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  • MC Ryan SP e Chrys Dias tiveram as contas do Instagram derrubadas após a prisão na operação da Polícia Federal que investiga lavagem de dinheiro de mais de R$ 1,6 bilhão envolvendo apostas ilegais.
  • Os dois perfis somavam milhões de seguidores: MC Ryan SP tinha mais de 15 milhões e Chrys Dias mais de 14 milhões.
  • A investigação aponta um esquema que captava recursos por meio de apostas não regulamentadas, rifas digitais clandestinas e tráfico internacional de drogas, com o dinheiro dividido em várias contas para dificultar o rastreamento.
  • A ação cumpriu 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal, incluindo SP, RJ, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o DF; MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.
  • Entre as táticas usadas para lavar dinheiro estavam empresas ligadas ao entretenimento, divulgação de plataformas de apostas por influenciadores e a aquisição de bens de alto valor com recursos suspeitos.

O funkeiro MC Ryan SP e o influenciador Chrys Dias foram presos na quarta-feira, 15 de abril, em operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo mais de 1,6 bilhão de reais em transações de bets ilegais. As contas de Instagram de ambos tiveram as páginas retiradas do ar na quinta-feira, 16 de abril, em meio às apurações. A operação envolve recursos de origem duvidosa e ligações com plataformas de apostas não regulamentadas.

MC Ryan SP era apontado como um dos artistas mais ouvidos do Brasil no Spotify, com enorme alcance nas redes sociais. Chrys Dias também possuía expressivo número de seguidores, especialmente por meio de conteúdos que exibiam luxo e carros esportivos. As investigações indicam uso de influenciadores para promover plataformas de apostas e rifas online de alto valor.

Os investigadores detalham que o grupo utilizava uma rede de operadores financeiros, empresas e intermediários para abrir, movimentar e ocultar recursos. O objetivo era deslocar valores de forma a dificultar o rastreamento e a fiscalização. A PF aponta que o esquema envolvia pagamentos via processadoras, transferências fracionadas e uso de laranjas.

Origem do dinheiro

A autoridade policial sustenta que o dinheiro principal do esquema advinha de bets ilegais, rifas digitais clandestinas e tráfico internacional de drogas. O dinheiro era captado por meio de plataformas não regulamentadas e depois pulverizado em diversas contas, conforme consta nos autos.

Rede de operadores

Segundo a decisão judicial, o fluxo financeiro era gerido por uma hierarquia com funções bem definidas, incluindo captação, armazenamento, circulação e reinserção no sistema formal. Essas etapas visavam dificultar o rastreio por autoridades e jurisdicionais competentes.

Fragmentação e ocultação

Entre as estratégias estão o fracionamento de transferências, a utilização de criptomoedas e movimentos entre empresas e terceiros. Também houve uso de laranjas para dissimular a identificação dos verdadeiros beneficiários e facilitar a operação financeira ilícita.

Empresas e imagem pública

Um ponto central é o uso de empresas ligadas ao entretenimento para conferir aparência legal aos recursos. Ao longo da investigação, houve contratação de influenciadores para divulgar plataformas de apostas e rifas, contribuindo para a entrada de recursos e para a legitimação das operações.

Dinheiro convertido em patrimônio

Após as etapas de ocultação, o dinheiro seria convertido em bens de alto valor, como imóveis, veículos de luxo e joias, que passaram a compor o patrimônio dos investigados. A PF descreve essa fase como a finalização da lavagem, com recursos parecendo legítimos.

O que dizem as defesas

A defesa de MC Ryan informou que ainda não teve acesso aos autos e não pode se manifestar detalhadamente, mas ressaltou a integridade do artista e o controle estrito das transações financeiras. A defesa de MC Poze do Rodo indicou que o advogado ainda não tem ciência dos autos, mas que pretende apresentar esclarecimentos à Justiça.

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