- O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, classificou a alta da Selic como grave e afirmou que o Banco Central perdeu a oportunidade de reduzir a taxa.
- Guimarães disse que a inflação caiu dentro da meta e que a guerra é responsável pela piora do cenário, tornando a situação econômica um problema grave.
- A declaração ocorreu durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (16).
- Na quarta-feira, Lula mencionou de forma irônica que a Selic poderia cair se o BC “olhar para pessoas como ele”; o presidente está a caminho de uma viagem internacional.
- Lula decolou nesta quinta para compromissos oficiais na Espanha, Alemanha e Portugal; Guimarães destacou que o endividamento das famílias está ligado às altas taxas de juros.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, classificou a elevação da taxa Selic como grave e afirmou que o Banco Central perdeu a oportunidade de reduzi-la. A avaliação foi feita durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.
Guimarães explicou que a inflação permaneceu dentro da meta, mas o BC manteve as altas taxas de juros. Segundo ele, esse cenário é resultado de fatores como a sequela de choques de oferta e, particularmente, da chamada guerra, que pressiona preços.
Ele ainda destacou que o endividamento das famílias aumenta com o patamar atual da Selic e que a inflação continua sendo o principal entrave para o poder de consumo. A fala ocorreu na manhã desta quinta-feira (16), em Brasília.
Lula deve tratar do tema ao retornar à agenda internacional
O ministro informou que o presidente Lula deve levar a discussão sobre juros para a mesa pública após a viagem oficial à Europa. O presidente viaja nesta quinta-feira para compromissos na Espanha, na Alemanha e em Portugal, iniciativas que devem preceder o debate sobre a política monetária no país.
Guimarães reforçou que as políticas voltadas ao crescimento habitacional foram apresentadas recentemente, mas a permanência de juros altos é vista como um entrave para o endividamento familiar. A posição sinaliza a expectativa de diálogo entre governo e Banco Central sobre o tema.
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