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Patrimônio milionário do indicado ao Banco Central dos EUA preocupa Senado

Senado observa lacunas na divulgação de patrimônio de Warsh, levantando conflitos de interesse e adiando sabatina para chefiar o Fed

Kevin Warsh — Foto: Kevork Djansezian/AFP
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  • A indicação de Kevin Warsh ao comando do Federal Reserve enfrenta entraves após divulgação de patrimônio superior a US$ 100 milhões, com lacunas e informações incompletas que geram dúvidas sobre conflitos de interesse.
  • Parlamentares apontam que acordos de confidencialidade deixam ativos sem detalhamento, dificultando a avaliação das ligações financeiras do indicado.
  • A senadora Elizabeth Warren defendeu o adiamento da sabatina, dizendo que a audiência não deveria avançar sem a resolução dessas divulgações.
  • Entre os ativos, estão mais de US$ 50 milhões em Juggernaut Fund LP e US$ 10,2 milhões em consultorias para Stanley Druckenmiller, com partes não detalhadas por confidencialidade.
  • O governo e o Congresso avaliam implicações para a confirmação até 15 de maio; caso não seja confirmada, Jerome Powell pode permanecer interino até 2028.

O Senado dos EUA analisa a indicação de Kevin Warsh para o Fed após a divulgação de seu patrimônio, superior a US$ 100 milhões. A documentação aponta lacunas e informações incompletas que levantam dúvidas sobre conflitos de interesse. A sabatina está marcada para a próxima terça.

Parlamentares afirmam que cláusulas de confidencialidade impediram detalhar ativos relevantes, dificultando a avaliação de vínculos financeiros do indicado. Sem transparência total, a identificação de possíveis conflitos fica comprometida.

A senadora Elizabeth Warren pediu o adiamento da audiência até que as informações estejam em conformidade com regras éticas. Ela ressaltou que as divulgações precisam ser resolvidas antes de qualquer votação.

Estrutura de ativos e lacunas

Entre os ativos, há dois investimentos acima de US$ 50 milhões no Juggernaut Fund LP. Também constam US$ 10,2 milhões recebidos em consultorias para o investidor Stanley Druckenmiller, com partes não detalhadas.

Parte dessas posições não traz o detalhamento dos ativos subjacentes, por cláusulas de confidencialidade. Warsh informou que pretende desfazer esses ativos caso seja confirmado no Fed.

As regras de ética do Fed, endurecidas em 2022, proíbem certos investimentos, incluindo ações de bancos e ativos ligados a criptomoedas. Ainda assim, a documentação sugere exposição a empresas do setor, como plataformas ligadas ao Ethereum.

Além disso, o relatório lista participações em inteligência artificial e tecnologia, muitas sem valores especificados. Há ativos vinculados à esposa de Warsh, Jane Lauder, herdeira da Estée Lauder, estimados em US$ 1,9 bilhão.

Especialistas destacam a complexidade dos investimentos para a verificação no Senado. A professora Kathryn Judge, da Columbia Law School, aponta que acordos não divulgados exigem esclarecimentos adicionais.

No Congresso, a resistência não é exclusiva de democratas. O senador Thom Tillis condiciona o voto de confirmação ao encerramento de uma investigação do DOJ sobre o atual presidente do Fed, Jerome Powell. A PF tende a retardar a sabatina.

Parlamentares democratas do Comitê Bancário pediram o adiamento da audiência enquanto houver investigações envolvendo membros do Fed. O objetivo é evitar pressões sobre a política de juros.

O governo dos EUA busca confirmar Warsh até 15 de maio, quando termina o mandato de Powell. Caso não haja confirmação a tempo, Powell pode permanecer interinamente até 2028, mantendo a direção do banco central.

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