- O governo federal e o governo do Distrito Federal monitoram a privatização do BRB como possível saída para a crise da instituição.
- O DF enfrenta dificuldades para conseguir empréstimo bilionário para aportar no BRB, com prazo curto para capitalização, até 29 de maio.
- O BRB negou que a privatização esteja em pauta e afirmou que o banco está sólido e operando normalmente.
- O banco já enfrentou problemas por ter comprado carteiras de crédito fraudadas do Banco Master e tentou, sem sucesso, comprar o próprio banco; o BC chegou a negar a operação.
- O presidente do BC aponta necessidade de aporte de acionistas para melhorar o patrimônio; há possibilidade de entrada de novo acionista ou de liquidação pelo Banco Central, caso não haja solução.
O governo federal e o governo do Distrito Federal monitoram a possibilidade de privatizar o Banco de Brasília (BRB) como saída para a crise financeira da instituição. Há dificuldades em obter um empréstimo bilionário para o aporte de capital necessário, com prazo curto para fechar a operação.
O BRB negou que a privatização esteja em pauta e afirmou que a instituição segue sólida e operando normalmente. A defesa ocorre após informações sobre riscos de falta de aporte de capital pelo acionista controlador, o governo do DF.
Na prática, o BRB encara um rombo em seu balanço e precisa do aporte do DF para continuar funcionando. O Governo do DF tem prazo até 29 de maio para conseguir os recursos e concluir o aporte, caso não haja outra solução.
Uma das alternativas avaliadas seria a entrada de um novo acionista que aumente o capital, o que apontaria para privatização. Também existe a possibilidade de liquidação pela autoridade monetária, caso não haja aporte.
O Banco Central já sinalizou a necessidade de recursos para resolver a situação financeira do BRB, destacando que o patrimônio da instituição depende de aporte dos acionistas. Em audiência de CPI, o BC reiterou a expectativa de aporte para equacionar o problema.
O governo do DF chegou a anunciar que o BRB venderia ativos de valor de cerca de 15 bilhões de reais para um comprador, mas a operação seria apenas para melhorar a liquidez, não solucionar a crise patrimonial.
O presidente do BRB, Nelson de Souza, manteve o tom de confiança, afirmando que o banco não irá fechar e que permanece sólido, com potencial de se tornar referência para Brasília e região.
Relatos de quem acompanha o processo indicam que a assembleia da semana seguinte pode não tratar de financiamento específico, mas sim das diretrizes que o comando do BRB deverá seguir na sequência.
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