- Queda da taxa Selic pode reativar o mercado imobiliário em 2026, acelerando decisões de compra e retomando projetos.
- Inflação controlada, renda estável, juros menores e maior crédito devem destravar demanda reprimida e favorecer empreendedores e consumidores.
- Minha Casa, Minha Vida deve ganhar impulso, com mudanças nas faixas de renda ampliando o alcance do programa e regiões antes pouco atendidas.
- Classe média pode voltar a acessar crédito imobiliário com financiamentos mais baratos, aumentando a procura por imóveis de faixa intermediária.
- Setor deve entrar em uma nova fase no segundo semestre de 2026, priorizando localização, proposta de valor e adaptação ao cenário econômico.
A redução prevista da taxa Selic pode reativar o mercado imobiliário brasileiro já em 2026. Especialistas apontam que inflação mais controlada, câmbio estável e maior oferta de crédito devem estimular tanto empreendedores quanto consumidores. A busca por financiamentos mais baratos tende a acelerar decisões não tomadas.
Para Daniel Gava, CEO da Rooftop, o setor demonstra resiliência mesmo em cenário desafiador. Ele afirma que a queda dos juros funciona como gatilho para projetos parados e para compras adiadas por parte de consumidores.
A combinação de inflação sob controle, renda estável e maior apetite dos bancos pelo crédito tende a destravar parte da demanda reprimida. Além disso, a oferta imobiliária limitada mantém a valorização real de alguns segmentos.
Crédito e programas públicos
Segmentos como o Minha Casa, Minha Vida devem sentir impactos mais rápidos. Mudanças nas faixas de renda e nos limites de financiamento ampliaram o alcance do programa, abrindo espaço para empreendimentos em regiões menos atendidas.
Segundo Gava, o programa continua entre os principais motores do setor, sobretudo em áreas com déficit habitacional elevado, ajudando a ampliar o dinamismo do mercado.
A expectativa é de que a classe média se beneficie com financiamentos mais baratos, recuperando parte do poder de compra. Imóveis de menor ticket devem continuar atraindo compradores da primeira moradia e investidores em renda recorrente.
Perspectivas para o segundo semestre de 2026
Com a melhora do crédito, o setor deve entrar em uma nova fase a partir do segundo semestre de 2026. Não se espera apenas crescimento pelo volume de lançamentos, mas foco maior em localização, proposta de valor e adaptação ao cenário econômico.
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