- Em janeiro e fevereiro de dois mil e vinte e seis, estatais federais (excluindo financeiras) registraram déficit de R$ 4,2 bilhões, o pior para o período desde o início da série histórica em dois mil e dois.
- O rombo é 320% maior do que o registrado no mesmo período de dois mil e vinte e cinco, quando o déficit no ano ficou em R$ 5,1 bilhões.
- O principal problema continua sendo os Correios, com planos de reestruturação para viabilizar um empréstimo de R$ 12 bilhões sob garantia do Tesouro, ainda em curso desde dezembro.
- O PDV prometido para reduzir custos teve avanço moderado: 3.181 adesões em 2026, equanto a meta é de dez mil desligamentos neste ano.
- Medidas em andamento envolvem redução de horas extras condicionada a metas de produtividade, decisão do STF que suspendeu cláusulas caras de acordos coletivos e, adicionalmente, fechamento de unidades deficitárias e venda de imóveis.
A notícia aponta que o rombo financeiro das empresas estatais federais, consideradas na apuração das contas públicas, segue em patamar elevado sob a gestão de Lula. Em apenas dois meses de 2026, o déficit acumulado exclui gastos com juros e chega a 4,2 bilhões de reais, o pior para o período desde o início da série, em 2002.
Dados do Banco Central mostram que as estatais não financeiras, excluindo Banco do Brasil, Caixa e BNDES, além da Petrobras, registraram saldo negativo no primeiro bimestre. O resultado reforça pressão sobre o Tesouro Nacional em termos de financiamento de déficits.
O pior desempenho está relacionado aos Correios, cuja reestruturação foi anunciada no fim de 2025 para viabilizar um empréstimo de 12 bilhões de reais com bancos públicos e privados, garantido pelo Tesouro. O plano previa economias de até 4,2 bilhões de reais anuais a partir de 2029, por meio de PDV, vendas e ações de reorganização.
Progresso do PDV e medidas implementadas
O PDV, com meta de 10 mil desligamentos em 2026, atingiu apenas 32% do objetivo até agora, com cerca de 3.181 adesões. A empresa prorrogou o prazo e anunciou medidas de compensação, incluindo redução de horas extras condicionada a metas de produtividade e utilização de decisão do STF que suspendeu cláusulas de acordos coletivos, estimando economia de 500 milhões de reais neste ano.
Outros desdobramentos e cenário de caixa
A otimização operacional envolve fechamento de agências deficitárias, desligamentos adicionais e venda de imóveis. A expectativa é de redução de custos, mas o ritmo atual é considerado lento, enquanto a concorrência do setor privado avança.
Contexto histórico e política pública
A pauta de privatização já foi discutida no passado, com propostas para manter o serviço público de entrega universal e abrir a logística a participação privada. Estudos de políticas públicas, aliados a experiências internacionais, apontam impactos diferentes conforme o desenho do modelo adotado. No atual cenário, as condutas de gestão de estatais continuam sob escrutínio técnico e fiscal.
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