- Banana do Vale do Ribeira, em São Paulo, conquistou Indicação de Procedência (IG) com apoio do Sebrae, registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
- IG abrange as variedades Cavendish e Prata, cultivadas na região tradicional da bananicultura brasileira.
- O Vale do Ribeira responde por cerca de 850 mil toneladas de banana por ano, correspondendo a quase oitenta por cento da produção estadual de São Paulo.
- A região abrange os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí.
- A conquista é resultado de trabalho da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) com apoio do Sebrae, que agora foca na organização do uso do selo e em campanhas de divulgação.
A produção de banana no Vale do Ribeira, em São Paulo, conquistou a Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência, com o apoio do Sebrae e certificação do INPI. O registro abrange as variedades Cavendish e Prata, cultivadas na região tradicional da bananicultura brasileira.
A região, que reúne os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí, destaca-se pela qualidade e volume da produção de banana, favorecida por clima úmido, solo fértil e relevo típico. A produção local soma mais de 850 mil t/ano, concentrando quase 80% da produção paulista.
O estado de São Paulo é o principal produtor de banana do Brasil, com mais de 960 mil toneladas anuais, segundo dados da Embrapa de 2024. A IG fortalece a presença do Vale do Ribeira no mercado e amplia o acesso a mercados mais exigentes, fortalecendo a cadeia produtiva local.
Para a coordenação nacional do Sebrae, a IG abre oportunidades comerciais e facilita a inserção em cadeias de valor, além de reforçar o desenvolvimento econômico regional. O reconhecimento valoriza as técnicas, a tradição regional e a qualidade da bananicultura do Vale.
Valorização da produção sustentável
A conquista é fruto de trabalho coletivo liderado pela Abavar com apoio do Sebrae, que conduziu o processo de solicitação junto ao INPI. Agora, o desafio é organizar o uso do selo e estruturar uma campanha de marketing para comunicar aos consumidores a importância da IG.
Augusto Aranha, presidente da Abavar, ressalta que o processo começou em 2019 e vê o registro como consolidando um padrão sustentável no Vale do Ribeira. Segundo ele, a agricultura tem baixa pegada de carbono e atende ao mercado de São Paulo.
Com o Vale do Ribeira, sobe para 157 o total de IGs nacionais, sendo 125 Indicações de Procedência e 32 Denominações de Origem.
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