- O governo definiu setores com acesso a um crédito de R$ 15 bilhões, para mitigar impactos da guerra no Oriente Médio e das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.
- O plano, anunciado em março, será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e inclui segmentos estratégicos com déficit na balança comercial, como indústria farmacêutica e tecnologia da informação.
- O economista Ricardo Buso afirmou que o crédito é necessário, mas insuficiente para setores muito afetados, principalmente aço e alumínio, que enfrentam tarifas elevadas.
- Ele aponta que, mesmo com decisões da Suprema Corte norte-americana, as tarifas não estão totalmente resolvidas, deixando pendências para as empresas dependentes dessas tarifas.
- Segundo ele, o benefício é melhor do que nada, pois trata-se de empréstimo, não de desembolso fiscal, mas ainda assim não resolve todas as prioridades dos setores impactados.
O governo federal definiu os setores que terão acesso a um crédito de 15 bilhões de reais, criado para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio e das tarifas impostas pelos EUA. O plano, anunciado em março, será operado pelo BNDES e visa apoiar segmentos com déficit na balança comercial, como indústria farmacêutica e tecnologia da informação.
Entre os objetivos, está fortalecer atividades estratégicas e reduzir a dependência de importações em setores sensíveis. A medida busca atenuar impactos econômicos de choques externos, combinando linha de crédito com intenção de manter a atividade industrial.
O economista Ricardo Buso, em entrevista, afirma que o crédito é necessário, mas não suficiente. Ele cita tarifas e a guerra no Oriente Médio como dificuldades persistentes, destacando que o aço e o alumínio, setores intensivos em capital, continuam pressionados.
Buso ressalta que, embora a linha de crédito seja superior a nenhuma ação, outras prioridades permanecem. O especialista afirma que o montante não resolve plenamente os problemas de competitividade enfrentados pelos setores afetados.
Perspectivas sobre a eficácia do plano
A avaliação indica que o programa pode dar fôlego financeiro aos participantes, mas depende de evoluções na redução de tarifas e de desdobramentos geopolíticos. A implementação pelo BNDES busca captar fluxo de crédito sem onerar o orçamento fiscal.
Entre na conversa da comunidade