- O dólar abriu em queda, caindo 0,61% para R$ 4,963; o dólar norte-americano, medido pelo índice DXY, recuou 0,50%, para 97,72 pontos.
- Investidores ficaram otimistas com a possibilidade de um acordo de paz entre EUA e Irã, com Trump sugerindo que a reunião pode ocorrer neste fim de semana.
- Durante a sessão, o dólar chegou a passar acima de R$ 5, com máximo de R$ 5,014, antes de recuar.
- O petróleo Brent subiu para US$ 98,17 o barril e o WTI avançou para US$ 93,47, ajudando ações da Petrobras a subir.
- Dados econômicos brasileiros mostraram alta do IBC-BR de 0,6% em fevereiro e IPCA de 0,88% em março, mantendo vigilância do Banco Central sobre a Selic, hoje em 14,75%.
O dólar abriu em queda nesta sexta-feira, 17, em meio ao otimismo de investidores com a possibilidade de um acordo de paz entre EUA e Irã. Às 9h32, a moeda caía 0,61%, cotada a R$ 4,963. No mercado externo, o dólar index (DXY) recuava 0,50%, para 97,72 pontos, enquanto a bolsa operava com menor volatilidade.
A negociação diplomática ganhou fôlego após declarações de autoridades dos EUA sobre chances de acordo próximo e de novas reuniões ainda neste fim de semana. O ambiente de cautela permanece, com o mercado avaliando a duração de um cessar-fogo que pode se estender ou não. No fim da quinta-feira, o dólar fechou estável, a R$ 4,992, e a bolsa caiu 0,46%.
Perspectivas de mercado e câmbio
Com o cenário geopolítico ainda incerto, o pregão desta sexta manteve o viés de cautela. O otimismo sobre negociações entre EUA e Irã elevou a demanda por ativos de risco, mas a possibilidade de mudanças no acordo e no calendário de reuniões manteve o dólar próximo de patamares relevantes.
A commodity petróleo avançou com o ambiente de tensão global. À tarde, o Brent subiu para US$ 98,17 o barril, e o WTI chegou a US$ 93,47, fortalecendo ações de empresas ligadas ao setor. A Petrobras registrou alta, acompanhando o movimento do petróleo, que favorece a percepção de ganhos para o mercado brasileiro.
Dados econômicos e política monetária
No cenário doméstico, o IBC-Br mostrou alta de 0,6% em fevereiro, ante janeiro, com números dessazonalizados. O resultado aponta crescimento da atividade econômica, ainda que com fôlego menor do que no início do ano. O IPCA de março avançou 0,88%, mantendo o sinal de inflação em trajetória de vigilância por parte do Banco Central.
A taxa Selic, estimada em 14,75% no momento, continua no centro das atenções. Analistas ressaltam que o quadro econômico ainda exige cautela na leitura de juros, com impactos para setores sensíveis a variações de costo de crédito. O mercado segue calibrando expectativas sobre trajetória da política monetária nas próximas semanas.
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