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Ex-presidente do BRB mantém defesa após recomendação de delação

Acusado de uso de fundos para propina via imóveis, ex-presidente do BRB mantém defesa técnica e não aceitou delação premiada

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  • Costa foi aconselhado a tentar um acordo de delação premiada, mas optou por manter a defesa com laudos técnicos.
  • A defesa sustenta que o ex-presidente é inocente e que a prisão foi exagerada.
  • Segundo a PF, fundos da Reag Investimentos foram usados para viabilizar propina na forma de imóveis, com valor total de até R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido pagos a Costa.
  • Houve uma manobra contábil para abater aproximadamente R$ 560 milhões do valor devido ao BRB, com imóveis adquiridos para blindagem patrimonial e envio de recursos por empresas ligadas a Reag.
  • Diálogos indicam proximidade entre Costa e Vorcaro, incluindo menção à visita da esposa a um imóvel utilizado na operação.

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi detido na quinta-feira (16) por envolvimento em esquema ligado ao Banco Master. A defesa dele está mantendo a versão de inocência, sustentada por laudos técnicos que, segundo a defesa, apontam motivação legítima para as aquisições de carteiras de crédito.

A informação de que Costa foi aconselhado a fechar delação premiada veio à tona via Folha de S. Paulo. Fontes da Polícia Federal afirmam que houve pressão de familiares para aceitação de um acordo, mas o ex-presidente optou por manter a estratégia de defesa com embasamento técnico.

O que pesa contra Costa envolve uso de fundos geridos pela Reag Investimentos para viabilizar e ocultar pagamento de propina por meio de imóveis bancados por Vorcaro. A PF afirma que parte do montante foi transformado em seis apartamentos de luxo para facilitar a compra das carteiras fraudulentas do Master.

Segundo a investigação, houve manobra contábil para abater artificialmente cerca de R$ 560 milhões do valor devido ao BRB. Empresas teriam sido adquiridas para blindagem patrimonial, com recursos retirados de fundos da Reag, passando por estruturas intermediárias antes de chegar aos imóveis.

A apuração aponta que o valor total envolvido chegaria a R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido pagos a Costa. Em maio de 2025, Vorcaro teria suspenso a transferência dos imóveis após saber de apuração do Ministério Público Federal, o que elevou o risco da operação.

Mensagens obtidas pela PF indicam proximidade entre Costa e Vorcaro. Diálogos anteriores à liquidação do Master mencionam atitudes relacionadas aos interesses do ex-banqueiro, incluindo referências à visita de esposa a um dos imóveis usados na operação.

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