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Fintech citada em esquema de MC Ryan é investigada no caso Master

Cartos é citada no inquérito de lavagem ligado a MC Ryan e ao Master; PF aponta falhas de KYC e possível vítima

O edifício onde fica a sede da Cartos Sociedade de Crédito Direto, na avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo; empresa é citada na Operaçao Narco Fluxo e no caso Master
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  • A Cartos Sociedade de Crédito Direto é citada no inquérito Narco Fluxo, ligado a MC Ryan, por indícios de lavagem de dinheiro ligados a apostas ilegais.
  • A Polícia Federal aponta que a Cartos forneceu infraestrutura tecnológica a uma firma da rede de lavagem e falhou em procedimentos de Conhecimento do Cliente (KYC) ao atuar com a Broker Platinum.
  • A Cartos afirma não ter conhecimento de qualquer processo ou busca e apreensão relacionados aos fatos, e diz não possuir vínculo com atividades ilícitas, destacando que pode figurar como vítima.
  • A Broker Platinum aparece como ponte de pagamentos no núcleo de processadoras de alto risco, recebendo depósitos massivos de vítimas de estelionato digital e repassando valores a empresas ligadas a MC Ryan.
  • No Caso Master, a Cartos participou de operação para vender carteiras de crédito ao Master e ao BRB; há suspeita de uso de créditos possivelmente falsos; a Cartos sustenta que seus controles de compliance são robustos.

Uma fintech investigada no âmbito de operações de lavagem de dinheiro ligada ao rapper MC Ryan é citada no inquérito que apura indícios no caso Master. Segundo a Polícia Federal, a Cartos Sociedade de Crédito Direto forneceu infraestrutura tecnológica a uma empresa envolvida na rede de apostas ilegais, falhando em checagens de clientes.

A Cartos é também investigada nas operações Compliance Zero e Sem Desconto, que apuram, respectivamente, indícios no Master e descontos indevidos no INSS, conforme documento da PF apresentado à Justiça Federal. A citação ocorreu no contexto da Operação Narco Fluxo, que mira MC Ryan e parceiros do meio artístico.

De acordo com o relatório policial, a Cartos firmou contrato com a Broker Platinum, descrita pela PF como corretora de fachada para recebimento de recursos de apostas ilegais, com capital social baixo. A empresa é apontada como intermediária para pulverizar pagamentos, dificultando fiscalização de autoridades.

A PF sustenta que a Cartos pode ter atuado com “cegueira deliberada” ao se associar à Broker Platinum, autorizada por órgãos reguladores ausentes de atuação no ramo. O documento também aponta falhas graves nos procedimentos de Conhecimento do Cliente (KYC) e cadastro incompatível.

A Cartos negou ter conhecimento de processos, investigações ou buscas relacionadas às informações veiculadas e afirmou não possuir vínculos com atividades ilícitas. A empresa diz que está aberta a esclarecer eventuais dúvidas junto às autoridades.

No âmbito do caso Master, a Cartos aparece como parte da rede envolvida na venda de carteiras de crédito para o banco BRB, via acordo com a Tirreno. A Tirreno, já apontada pela PF, utilizaria a Cartos para estruturar a operação com créditos que, segundo investigações, podem não ter validade.

Segundo o Coaf, a Broker Platinum recebeu grande volume de depósitos pulverizados de vítimas de estelionato digital, repassando os recursos de forma fracionada a empresas associadas a MC Ryan. Um assessor próximo ao artista teria recebido R$ 100 mil em dois meses.

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