- O governador do Bank of Canada, Tiff Macklem, afirmou que bancos centrais devem evitar reagir cedo demais nem tarde demais ao choque de preço do petróleo.
- O Banco do Canadá manteve a taxa de juros estável e disse que vai “olhar através” do impacto inflacionário imediato da guerra no Médio Oriente.
- Macklem ressaltou que os bancos centrais estão posicionados de forma diferente em relação à folga na economia e à inflação, o que pode levar a respostas distintas ao choque do petróleo.
- Segundo ele, é preciso cautela para não frear o crescimento já fraco ao subir juros precipitadamente.
- As declarações foram dadas durante uma rodada de contatos no Fundo Monetário Internacional em Washington.
A governador do Bank of Canada, Tiff Macklem, afirmou que bancos centrais ao redor do mundo devem reagir de forma diferente à alta do preço do petróleo, dada a discrepância entre o espaço de ociosidade econômica e a inflação em cada país. Ele sinalizou que as respostas ao choque nos preços da energia não serão uniformes.
Macklem ressaltou que não se deve agir cedo demais, elevando juros e reduzindo o crescimento quando a expansão econômica já está fraca. A declaração foi feita por meio de retorno de chamada a repórteres.
O contexto da fala ocorreu durante a participação de Macklem em reuniões do Fundo Monetário Internacional, em Washington, segundo informações observadas pela imprensa internacional. O tom enfatizou cautela na calibragem de políticas monetárias diante de choques globais de commodities.
Segundo o governador, as condições locais influenciam a trajetória de cada banco central, o que pode levar a trajetórias distintas de política monetária mesmo diante de um mesmo choque de petróleo. A mensagem enfatiza viés cuidadoso na normalização de juros.
A entrevista coincidiu com a reunião de política monetária recente do Bank of Canada, na qual a instituição manteve estáveis as taxas de juros. A decisão refletiu a avaliação de riscos de crescimento no curto e médio prazos.
Entre na conversa da comunidade