- A polícia prendeu, nesta sexta-feira, o líder da igreja Shekinah House Church, em Paço do Lumiar, Maranhão, sob suspeitas de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.
- A operação “Falso Profeta”, realizada pela Polícia Civil do Maranhão com apoio da Polícia Militar, ocorreu no bairro Recanto do Poeta, em espaço ligado à igreja onde moravam entre 100 e 150 fiéis.
- A investigação já identificou entre cinco e seis vítimas até o momento. Existem relatos de abuso sexual e psicológico, incluindo castigos físicos, dentro da comunidade.
- Vídeos apreendidos mostram fiéis sendo espancados como punição, e documentos encontrados indicam controle rígido sobre os fiéis, com mensagens como “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”.
- Ex-miembros da igreja corroboram os abusos em relatos públicos; a polícia continua as apurações para identificar todas as vítimas e reunir provas contra o pastor e outros envolvidos.
Uma operação policial deflagrada nesta sexta-feira, 17, em Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís, Maranhão, prendeu o líder da igreja Shekinah House Church. O indivíduo é acusado de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.
A ação, chamada Falso Profeta, foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão com apoio da Polícia Militar. a prisão aconteceu no bairro Recanto do Poeta, em um espaço ligado à igreja onde moravam entre 100 e 150 fiéis. Até o momento, a polícia aponta entre cinco e seis vítimas.
Segundo o delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, o pastor é casado e é suspeito de abusos sexuais e psicológicos contra fiéis, incluindo menores de idade. Também houve relatos de castigos físicos na comunidade religiosa.
Vídeos apreendidos mostram fiéis sendo espancados como punição. Documentos encontrados indicam controle rígido sobre os fiéis, com escritos à mão repetindo que devem respeitar o líder. Celulares e cartões de crédito foram recolhidos pela polícia.
Relatos de ex-membros, divulgados em depoimentos nas redes, descrevem abusos ocorridos desde 2013, incluindo agressões físicas e choques elétricos. Segundo eles, o líder afirmava que demônios precisavam ser expulsos. Mesmo após a saída, teriam enfrentado retaliações.
A operação investiga o desdobramento da rede de abusos que operava sob a liderança religiosa. As autoridades continuam para identificar mais vítimas e reunir provas contra o pastor e outros envolvidos.
Operação e desdobramentos
A investigação se estendeu por dois anos e envolve a apuração de crimes de natureza sexual, financeira e de abuso psicológico no ambiente da igreja. A polícia trabalha para esclarecer todas as circunstâncias e localizar possíveis demais vítimas.
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