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Medo de perder o emprego atinge 70% dos trabalhadores de todas as gerações

Medo de perder o emprego atinge sete a cada dez trabalhadores, com maior apreensão entre a Geração X, aponta pesquisa da Serasa Experian

Medo de perder emprego é maior na Geração X, com 81,2%
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  • Sete a cada dez trabalhadores no Brasil têm medo de perder o emprego, segundo o estudo Panorama do Trabalho no Brasil, da Serasa Experian.
  • O receio está ligado à percepção de estabilidade, não ao desempenho individual.
  • A Geração X apresenta o maior índice de medo, com 81,2%; Millennials 77%, Baby Boomers 73,5% e Geração Z 72,9%.
  • A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2025, com 1.521 profissionais ativos ou em busca de emprego, e margem de erro de 3%.
  • Fatores que ajudam a reduzir a insegurança: planos de carreira claros (54,8%), valorização da experiência e do tempo de casa (46,2%), e treinamentos contínuos (41,1%).
  • Otimismo sobre estabilidade pula entre as gerações: Gen Z de 37,9% para 54,3%, Millennials de 49,4% para 58,4%, Gen X de 55,8% para 61,4%, Baby Boomers de 64,7% para 62,5%.

Sete em cada dez trabalhadores no Brasil têm medo de perder o emprego, aponta a pesquisa Panorama do Trabalho no Brasil, realizada pela Serasa Experian. O levantamento foi feito entre novembro e dezembro de 2025 com 1.521 profissionais ativos ou em busca de vaga. A insegurança aparece em todas as gerações e está ligada à percepção de estabilidade.

Ao todo, 77,5% dos entrevistados já vivenciaram esse medo, mesmo fora de crises ou demissões em massa. O índice é mais elevado entre a Geração X, em que 81,2% relatam já ter temido desligamento, o maior entre as faixas geracionais.

Entre Millennials, o indicador é de 77%; entre Baby Boomers, 73,5%; e na Geração Z, 72,9%. A variação aponta que a sensação não está relacionada ao desempenho individual, mas à relação com a empresa, segundo a Serasa.

Variação entre as gerações

A pesquisa também aponta fatores que reduzem a insegurança no trabalho. Planos de carreira claros aparecem como principal elemento para 54,8% dos respondentes, seguidos pela valorização da experiência e tempo de casa (46,2%) e oferta de treinamentos contínuos (41,1%).

Entre Millennials, 56,8% citam planos de carreira claros como crucial para a estabilidade. Na Geração X, o índice é de 52,1%, enquanto Baby Boomers chegam a 58,1%. A Geração Z destaca a clareza sobre crescimento profissional, com 53,4%.

Otimismo e perspectivas

O estudo aponta avanço na expectativa de estabilidade para o próximo ano. Na Geração Z, a confiança subiu de 37,9% para 54,3%, o maior ganho entre as gerações. Millennials passaram de 49,4% para 58,4%, Geração X de 55,8% para 61,4%, e Baby Boomers recuaram de 64,7% para 62,5%.

A executiva Fernanda Guglielmi, gerente de RH da Serasa Experian, afirma que a previsibilidade é crucial: quando a empresa demonstra caminhos de crescimento e investe no desenvolvimento, o receio tende a diminuir. A percepção de estabilidade depende mais da relação com a organização do que de metas individuais.

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