- Começam a valer as novas regras do programa Minha Casa Minha Vida nesta quarta-feira (22), com atualização das faixas de renda que definem quem pode obter financiamento e as taxas de juros.
- As faixas passam a ser: Faixa 1 até 3,2 mil; Faixa 2 até 5 mil; Faixa 3 até 9,6 mil; Faixa 4 até 13 mil.
- Exemplo apresentado: uma família em Belém com renda de 4,9 mil migra da faixa 3 para a faixa 2, com a taxa de juros caindo de 7,66% para 6,5% ao ano e o valor financiado aumentando de 178 mil para 202 mil.
- Pode haver subsídio de até 65 mil (na região Norte) ou 55 mil nas demais regiões, aplicável a quem financia pelo MCMV, com regras variando conforme renda e presença de dependentes.
- Na prática, a entrada costuma ser de 20% do valor do imóvel; por 300 mil, seriam 60 mil, mas o subsídio pode reduzir essa parcela. A escolha entre Tabela Price e SAC impacta o valor das parcelas e o total pago, dependendo do perfil do comprador.
Começam a valer as novas regras do programa Minha Casa Minha Vida nesta quarta-feira, 22. O objetivo é reduzir juros e ampliar o valor financiável para imóveis de até 300 mil. As mudanças dependem do perfil de renda do comprador e de fatores como o sistema de amortização.
O Ministério das Cidades atualizou as faixas de renda do programa, alterando quem pode participar de cada faixa e as taxas praticadas. As mudanças afetam diretamente o custo final do financiamento e o valor máximo financiável.
Faixa 1 continua atendendo famílias com renda de até 3,2 mil. Faixa 2 passou a aceitar renda de até 5 mil. Faixa 3 tem teto de 9,6 mil e Faixa 4, 13 mil. A atualização pode deslocar compradores entre faixas, alterando juros e limites de crédito.
Exemplo prático: uma família de Belém com renda de 4,9 mil migra da faixa 3 para a faixa 2. A taxa cai de 7,66% ao ano para 6,5%, e o valor financiável sobe de 178 mil para 202 mil. A mudança mostra o peso da faixa correta para condições de crédito.
Impactos práticos do programa
A mudança afeta também o subsídio do MCMV. O subsídio pode chegar a até 65 mil na região Norte, variando por renda e composição familiar. Mesmo com subsídio, a entrada inicial segue sendo uma parte relevante do financiamento.
Ao projetar o custo total, entram em jogo o sistema de amortização escolhido (SAC ou Price), o valor de entrada e o uso de recursos do FGTS. O SAC tende a juros menores no fim do prazo, com parcelas decrescentes; o Price oferece parcelas fixas, porém juros maiores no total.
Segundo especialistas, o prazo influencia diretamente no montante de juros pagos. Prazos maiores geram mais juros no total, independentemente do modelo de amortização. A entrada inicial continua sendo um fator decisivo para viabilidade do negócio.
Quanto custa financiar um imóvel de 300 mil
A simulação da Sindona para um comprador solteiro, sem dependentes, com renda de 6 mil, aponta diferenças relevantes entre SAC e Price. A Price exige entrada de 60 mil; a SAC, 106 mil, evidenciando o peso da entrada no custo final.
Mesmo com disparidades de juros totais, a entrada é o fator crítico para viabilizar a compra. A escolha entre SAC e Price depende do perfil do comprador e da disponibilidade de entrada no orçamento.
A simulação reforça que, no MCMV, o valor da entrada pode determinar a decisão de financiamento. O texto mostra ainda que o subsídio pode reduzir esse obstáculo inicial para parte dos interessados.
Entre na conversa da comunidade