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Número de brasileiros que pagam aluguel e de quem tem casa própria cai

IBGE: domicílios próprios caem de sessenta e seis vírgula sete por cento (2016) para sessenta por cento e dois por cento (2025); aluguel sobe de dezoito vírgula quatro para 23,8%

Foto do autor Roberta Jansen
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  • A PNAD Contínua do IBGE aponta queda na participação de domicílios com casa própria paga, de 66,7% em 2016 para 60,2% em 2025.
  • A parcela de imóveis alugados subiu de 18,4% em 2016 para 23,8% em 2025.
  • O número de domicílios no Brasil chegou a 77,7 milhões, com apartamentos passando de 13,7% para 17,1%.
  • A tendência de urbanização cresce, com maior oferta de apartamentos nas áreas urbanas em vez de casas.
  • Em relação a bens, 98,2% dos domicílios têm geladeira; 72,4% têm máquina de lavar; 49,1% possuem carro, 26,2% moto e 12,5% ambos.

A PNAD Contínua do IBGE, divulgada nesta sexta-feira (17), aponta que o Brasil ainda vive principalmente em casas, mas há crescimento do aluguel e de apartamentos. Em 2024, 60,2% dos domicílios eram próprios pagos, contra 66,7% em 2016.

Ainda segundo o levantamento, a participação de imóveis alugados subiu de 18,4% em 2016 para 23,8% em 2025. O aumento de apartamentos ocupados é de 13,7% para 17,1% no mesmo período, sinalizando mudança no perfil das habitações.

A divulgação ressalta que o país segue urbano, com a construção de prédios para abrigar várias unidades em um único terreno. Especialistas ressaltam que, em muitos casos, comprar apartamento pequeno pode sair mais barato que uma casa.

Mudança de perfil urbano

De acordo com o IBGE, a área urbana cresceu como campo de atuação da moradia. Em 2016, 86,1% dos domicílios eram casas; em 2025, esse percentual caiu para 82,7%. O número de domicílios aumentou 4,8% entre um ano e outro, e 15,6% desde 2016.

Especialistas destacam que a urbanização favorece a concentração de moradias em edifícios. A tendência é impulsionada pela oferta de várias unidades em terrenos únicos, além de fatores de segurança e custo.

Bens de consumo e mobilidade

A PNAD também traz dados sobre bens de consumo. Quase todos os domicílios possuem geladeira, 98,2%. Máquinas de lavar atingem 72,4% e o uso de transporte próprio é significativo: 49,1% possuem carro, 26,2% moto e 12,5% os dois.

Para o economista responsável pela divulgação, a geladeira é um bem quase universal, enquanto a máquina de lavar segue crescendo. Revelam sinais de desenvolvimento econômico e melhoria de padrões de consumo.

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