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Oncoclínicas obtém proteção judicial contra credores

Oncoclínicas obtém liminar que suspende vencimento antecipado de dívidas, em meio a prejuízo de 3,6 bilhões em 2025 e endividamento acima do recomendado

A situação da Oncoclínicas ficou complicada após a empresa ultrapassar os parâmetros para o endividamento
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  • Oncoclínicas teve prejuízo líquido de 3,6 bilhões de reais em 2025, queda de 411% em relação ao ano anterior.
  • Justiça de São Paulo concedeu liminar suspensa uma cláusula que previa vencimento antecipado de dívidas e obrigações relacionadas.
  • A empresa informou que a liminar suspende a exigibilidade de todas as obrigações relativas aos instrumentos financeiros e instituições associadas.
  • A medida ocorreu após a companhia não fechar acordo com credores; endividamento subiu de 3,5 para 4,27 vezes o indicador de geração de caixa (Ebitda).
  • Auditoria aponta incerteza relevante que pode levantar dúvida sobre a continuidade operacional devido ao endividamento de curto prazo superar o caixa disponível.

A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar à Oncoclínicas para suspender efeitos de cláusulas que aceleram o vencimento de dívidas, conforme comunicado enviado ao mercado na sexta-feira, 17.

A empresa afirmou que a Justiça suspende a exigibilidade de todas as obrigações relativas aos instrumentos financeiros e às instituições associadas.

A decisão ocorreu após a Oncoclínicas não conseguir fechar acordo com credores. O endividamento ficou acima do esperado, atingindo 4,27 vezes o EBITDA no fim de 2025, versus o teto de 3,5 vezes.

Contexto financeiro e riscos

Em relatório de auditoria divulgado recentemente, a empresa aponta incerteza relevante que pode levantar dúvidas sobre a continuidade operacional diante do endividamento de curto prazo.

A Oncoclínicas informou ainda um prejuízo líquido de 3,6 bilhões de reais em 2025, piora de 411% frente o ano anterior, conforme balanço divulgado.

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