- Autoridades do Federal Reserve sinalizam que a política monetária dos EUA segue em compasso de espera, mas o conflito no Oriente Médio pode alterar o rumo dos juros.
- Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, disse que a taxa está “levemente restritiva” e adequada para avaliar próximos dados, e que o impacto do petróleo pode exigir cautela ou, em cenário extremo, levar a alta de juros.
- Antes, Daly via espaço para uma ou duas reduções; agora admite que a inflação mais alta pode impedir cortes e, em caso extremo, justificar movimento contrário.
- Ela ressaltou fundamentos sólidos da economia, inflação em trajetória para a meta e mercado de trabalho estável; o efeito da guerra tende a ser inflacionário, não prejudicial ao crescimento.
- Christopher Waller, diretor do Fed, afirmou que a resposta dependerá da duração e intensidade do choque; normalização do fluxo de petróleo permitiria olhar através da alta de preços, enquanto choque prolongado aumenta o risco de inflação e manutenção dos juros.
- Há risco de desancoragem das expectativas inflacionárias e sinais de fragilidade no mercado de trabalho, o que exige equilíbrio entre inflação e emprego ao definir próximos passos.
- O comitê de política monetária (Fomc) se reúne nos dias 28 e 29; o consenso, segundo a ferramenta FedWatch, é manter os atuais 3,75% ao ano.
O Federal Reserve (Fed) sinalizou cautela sobre a trajetória dos juros dos EUA diante da evolução do conflito no Oriente Médio e do impacto potencial da volatilidade dos preços do petróleo. Dirigentes destacam que a política monetária segue em compasso de espera, porém sujeita a mudanças conforme os próximos dados.
A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que a taxa está levemente restritiva e adequada para avaliar novos informes econômicos. O choque no petróleo pode ser temporário ou persistente, influenciando cenários de cortes ou alta de juros, conforme o andamento da inflação.
Christopher Waller, diretor do Fed, disse que a resposta monetária dependerá da duração e intensidade do choque. Se o petróleo normalizar, o Fed pode manter a postura; se o choque persistir, a inflação pode exigir manutenção por mais tempo.
Ele também alertou para o risco de desancoragem de expectativas inflacionárias, principalmente em um ambiente com tarifas comerciais. Sinais de fragilidade no mercado de trabalho exigem equilíbrio entre inflação e emprego na definição dos próximos passos.
O Comitê de Políticas (Fomc) volta a se reunir nos dias 28 e 29 para decidir sobre a taxa. Segundo a ferramenta FedWatch, a expectativa de mercado é pela manutenção dos atuais 3,75% ao ano.
Contexto e próximos passos
A inflação, o emprego e o dinamismo da atividade doméstica serão os principais indicadores a serem monitorados. A orientação dos dirigentes aponta para cautela, com eventuais ajustes caso o cenário externo se agrave ou se confirme pressão inflacionária. Fonte: Valor PRO.
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