- O barril Brent caiu para US$ 88,53, menor valor em um mês, com queda de 10,7% na sessão desta sexta-feira.
- O recuo ocorreu após França e Reino Unido anunciarem plano para viabilizar a reabertura do estreito de Hormuz, caminho de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
- O WTI, referência nos EUA, caiu mais de 11%, para US$ 84,07, acompanhando a queda do Brent.
- Investidores aguardam novos encontros entre EUA e Irã neste fim de semana, na busca por um acordo de paz.
- Analistas destacam que, apesar de avanços, a volatilidade geopolítica mantém riscos elevados aos mercados de energia.
Às 10h10 (horário de Brasília), o Brent, referência mundial, caiu para US$ 88,53 o barril, menor valor em um mês. A queda de 10,7% ocorreu após a França e o Reino Unido anunciarem um plano para viabilizar a reabertura do estreito de Hormuz, uma rota-chave para o petróleo.
Investidores passaram a apostar em novos encontros entre EUA e Irã neste fim de semana, na busca por um acordo de paz. O anúncio de cessar-fogo entre Israel e Líbano, ainda que instável, também influenciou o cenário geopolítico e os preços.
O preço do Brent começou o pregão acima de US$ 98, chegou a US$ 98,96 às 4h30, mas cedeu com as declarações de Donald Trump sobre avanços em negociações. O WTI americano também recuou, cedendo mais de 11% para US$ 84,07.
Mercado e preços
O acordo de reabertura do estreito de Hormuz, pela gestão de Reino Unido e França, ajudou a reduzir tensões, mas não eliminou riscos. O estreito responde por cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, mantendo o comércio global exposto a interrupções.
Análises do Deutsche Bank indicam que uma resolução de paz pode ocorrer nas próximas semanas, ainda que o caminho seja pouco linear. Especialistas destacam que a volatilidade geopolítica compõe o cenário atual.
Impactos no mercado de ações
As bolsas europeias registraram alta, enquanto a maioria das praças asiáticas fechou em baixa. Europa contou com altas em Paris, Frankfurt, Londres e Milão, entre outras praças. Ásia teve recuos em Tóquio, Hong Kong e Seul.
Ao mesmo tempo, o clima de incerteza geopolítica manteve pressões de risco, com investidores observando movimentos no estreito de Hormuz e possíveis desdobramentos na região. Fontes: Reuters, AFP.
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