- Procuradoria denunciou 13 suspeitos na segunda fase da Operação Narco Azimut II, deflagrada pela Polícia Federal em março, por lavagem de dinheiro do PCC com criptoativos e ocultação de bens.
- Investigação aponta movimentação de mais de R$ 262 milhões ao longo de dois mil e vinte e cinco, lastreados em negócios do Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Em vinte e seis de março, a PF cumpriu mandados de busca, prisão temporária e houve o sequestro de bens e valores até o teto de R$ 934 milhões.
- Os denunciados teriam operado com estrutura altamente organizada, coordinando tarefas, fragmentando operações, pulverizando recursos em várias contas, uso de laras (laranjas) e mecanismos informais de compensação.
- A primeira fase da operação, em janeiro, atingiu sete investigados e apontou lavagem de cerca de R$ 39 milhões com criptoativos.
A Procuradoria da República em São Paulo denunciou 13 alvos da segunda fase da Operação Narco Azimut, deflagrada pela Polícia Federal em março. O grupo é acusado de lavagem de dinheiro do tráfico internacional, com uso de criptoativos e de atividades como rifas e apostas ilegais, movimentando mais de 262 milhões de reais em 2025, com lastro em membros do PCC.
A investigação sustenta que o grupo era altamente estruturado, com coordenação e divisão de tarefas entre os integrantes. Eles teriam adotado manobras para dificultar a fiscalização, mascarar a origem do dinheiro e reintegrá-lo ao sistema econômico, por meio de operações fragmentadas, pulverização de recursos e uso de laranjas.
A ação recente, realizada na quarta-feira, 15, integrou desdobramentos das operações Narco Vela e Narco Bet, bem como da primeira fase da Narco Azimut. Ao todo, 26 mandados foram cumpridos em São Paulo, Ilhabela, Taboão da Serra e Balneário Camboriú.
Entre os denunciados constam indivíduos ligados a influenciadores, donos de produtoras de funk e a membros de redes de comunicação de streaming. As defesas negam os ilícitos, afirmando que não houve comprovação suficiente.
A Justiça determinou o sequestro de bens até o limite de 934 milhões de reais e impôs restrições societárias, como a proibição de movimentação de ativos vinculados às atividades investigadas. As transações teriam sido feitas em dinheiro, por transferências, Pix e criptoativos.
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