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Santander e BBVA pedem retomada da união bancária após década de bloqueio

Santander e BBVA pressionam Bruxelas para retomar a união bancária e criar fundo único de garantias, com regras de capital estáveis

Ursula von der Leyen, presidenta de la Comisión Europea.
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  • O Santander, o BBVA e a Associação Espanhola de Banca (AEB) pedem à União Europeia que retome a união bancária, após mais de uma década de impasse político.
  • A AEB enviou à Comissão Europeia um documento de mais de 100 páginas propondo avanços, incluindo a criação de um fundo único de garantia de depósitos para a zona do euro.
  • A entidade defende também regras que facilitem o movimento de capital e liquidez entre países e a criação de um mercado de capitais único.
  • O regulador europeu abriu uma consulta pública em fevereiro sobre simplificação regulatória; banco espanhol busca um entendimento holístico do capital entre mais de 20 autoridades.
  • O Banco Central Europeu (BCE) já sinalizou apoio à retomada da discussão sobre a união bancária, alinhando-se à posição da AEB e à necessidade de maior clareza nos requisitos de capital.

O Santander, o BBVA e outras entidades da Associação Espanhola de Banca (AEB) cobraram de Bruxelas a retomada da união bancária na UE, após mais de uma década de bloqueios políticos. A medida é apresentada em documento enviado à Comissão Europeia, aberto a consultas, e visa impulsionar fusões transfronteiras na Europa.

A AEB defende que seja retomada a negociação entre países para a criação de um fundo de garantia de depósitos único e de um mercado de capitais único. A proposta surge no contexto de movimentos de fusões na Europa, com a entrada em cena de Unicredit e sua OPA sobre a Commerzbank, que aceleram o debate sobre integração financeira.

O grupo espanhol aponta a necessidade de mover bolsas de capital e liquidez entre países, além de facilitar a circulação de depósitos dentro da zona euro. O documento, com mais de 100 páginas, também detalha problemas enfrentados pelo setor e propõe mudanças regulatórias para superá-los.

A carta enviada à Comissão Europeia coincide com a abertura de uma consulta pública regulatória, anunciada pela própria Comissão em fevereiro. O objetivo é simplificar a regulação bancária europeia, alinhando-se a movimentos já observados no Reino Unido e nos Estados Unidos.

A instituição financeira também enfatiza o desafio da fragmentação regulatória, citando mais de 20 órgãos intervenientes. Propõe um mecanismo de atuação coordenada entre reguladores para definir de forma holística os requisitos de capital aplicáveis a cada banco.

Requisitos de capital

O documento também aborda os requisitos de capital mínimos exigíveis aos bancos. A AEB sustenta a necessidade de maior previsibilidade nos cálculos de índices regulatórios e de um compromisso formal de que os patamares atuais se manterão, sem aumentos indefinidos.

Além disso, a associação cobra uma visão integrada entre as autoridades reguladoras, a fim de evitar decisões isoladas que gerem incentivos conflitantes. Propõe que o BCE amplie seu mandato para incluir promoção do crescimento e da competitividade do setor.

Acesso a uma regulação mais clara e direta é apontado como essencial para que os bancos alavanquem escala e enfrentem concorrência de grandes instituições internacionais. Fontes próximas às entidades destacam a relevância de avanços no médio prazo, em linha com mudanças regulatórias em outras regiões.

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