- Dois arquitetos chilenos e a Cooperativa Lanera Trelew formaram o projeto LanArq Patagônico, transformando lã de ovelha descartada em isolante térmico e construindo cabanas que consomem até 70% menos energia para aquecer.
- O sistema usa o wood frame com isolamento interno, produzidos na planta de Chubut e enviados prontos para montagem, incluindo o Refugio Chechenko em Chile Chico, Aysén.
- Vantagens técnicas incluem redução de até 70% no consumo de energia, regulação de umidade, resistência ao fogo, biodegradabilidade e captura de carbono; selo Classe A na Lei de Etiquetado Energético de Chubut.
- A eficiência do material foi validada pelo Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) e pelo CONICET, em comparação com lã de vidro e poliestireno.
- O lançamento formal ocorreu em setembro de 2024, com a presença da ministra de Produção de Chubut, Laura Mirantes; estudantes de Gaiman participaram do projeto, e o Canal13C documentou o funcionamento prático.
O que aconteceu: dois arquitetos chilenos transformam lã de ovelha descartada em isolante térmico de alto desempenho e constroem cabanas com consumo energético 70% menor para aquecimento. O projeto LanArq Patagônico nasce da parceria entre a cooperativa Lanera Trelew, da Argentina, e os arquitetos chilenos da LanArq.
Quem está envolvido: María de los Ángeles Lobos e Andrés Villouta fundaram a LanArq em Coyhaique, sul do Chile. Do lado argentino, a Cooperativa Lanera Trelew, de Chubut, une forças com a dupla. A parceria resulta no desenvolvimento do biomaterial a partir da lã de descarte.
Quando e onde aconteceu: o lançamento formal ocorreu em setembro de 2024, com a presença da ministra de Produção de Chubut, Laura Mirantes. O projeto já aplica o material em habitações sociais e refúgios turísticos na região de Aysén, Chile Chico e arredores, na fronteira com a Argentina.
Como funciona a parceria e o método construtivo
A parceria criou o LanArq Patagônico, que utiliza o método wood frame com isolamento interno inovador. Painéis são produzidos na planta da cooperativa em Chubut e exportados prontos para montagem, reduzindo desperdícios e tempo de obra.
Painéis de lã de ovelha, comparados a lãs convencionais, mostram vantagem: origem natural, biodegradáveis, regulam umidade e apresentam resistência ao fogo. O material também captura carbono ao longo de sua vida útil.
Sustentação técnica e impactos
O sistema passou pela validação do INTI e do CONICET, fortalecendo a credibilidade científica. Em termos de desempenho, o isolamento com lã de ovelha reduz o consumo de energia para aquecimento em até 70%, quando utilizado em construções.
Além disso, o material regula a umidade sem comprometer as propriedades térmicas, e oferece possibilidade de decompostura ao fim da vida útil, diferente de isolantes à base de petróleo. O Selo Classe A da Lei de Etiquetado Energético de Chubut foi concedido ao projeto.
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