- Sotheby’s registrou lucro pré‑imposto de US$ 53 milhões em 2025, após prejuízo de US$ 190 milhões no ano anterior, com vendas totais de US$ 7,1 bilhões.
- A receita do core business de leilões subiu 26% para cerca de US$ 1 bilhão, enquanto as vendas de leilões cresceram 9%, puxadas pela demanda no topo do mercado.
- A companhia mantém pressão sobre caixa, oferecendo termos de liquidação estendidos com juros de cerca de 7% aos vendedores.
- Cushman & Wakefield moveu ação alegando que Sotheby’s não pagou comissão de US$ 10,2 milhões relacionada à venda da antiga sede na York Avenue; a Sotheby’s contesta.
- A dívida de aproximadamente US$ 765 milhões com vencimento em 2027 continua sob gestão, e, no início de 2026, a receita do primeiro trimestre é estimada entre US$ 289 milhões e US$ 309 milhões.
Sotheby’s voltou a registrar lucro em 2025, encerrando anos de prejuízos. A casa de leilões anunciou lucro pré-imposto de 53 milhões de dólares, ante uma perda de 190 milhões no ano anterior, segundo documentos financeiros analisados pelo Financial Times. As vendas cresceram quase 20% para 7,1 bilhões de dólares, enquanto a receita do core business de leilões subiu 26% para cerca de 1 bilhão.
O recuo parcial do mercado de arte ajudou o desempenho, com as operações de leilões respondendo pela maior parte do crescimento, em alta de 9%. A demanda ficou concentrada no segmento de alto valor, conforme o relatório Global Art Market da Art Basel e UBS.
Pressões de caixa e dívida
Continuam as pressões de caixa, mesmo com a recuperação. A empresa tem oferecido aos vendedores condições de pagamento com juros de cerca de 7%, o que permite postergar recebimentos, o que a companhia descreve como termos de liquidação estendidos.
Contencioso e refinanciamento
A Sotheby’s enfrenta uma ação judicial movida pela Cushman & Wakefield, que alega não ter recebido comissões de 10,2 milhões de dólares ligadas à venda de seus antigos escritórios na York Avenue, no valor de 510 milhões de dólares. A Cushman afirma ter recebido 2% de comissão; a Sotheby’s classifica a ação como infundada e vai contestar as alegações.
Situação de dívida
A empresa trabalha para refinanciar cerca de 765 milhões de dólares em dívida com vencimento em 2027, mantendo o foco na gestão do endividamento herdado do leveraged buyout de 2019 liderado por Patrick Drahi.
Perspectivas para 2026
Dados preliminares indicam impulso no início de 2026, com receitas do primeiro trimestre estimadas entre 289 e 309 milhões de dólares. A Sotheby’s afirma manter foco na melhoria da liquidez e na gestão de seu balanço, sem divulgar projeções oficiais.
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