- O S&P 500 alcançou níveis históricos, com alta acima de 6% desde 7 de abril; o Nasdaq 100 registra a sua melhor sequência de alta desde 2017, em 12 sessões consecutivas.
- As ações de tecnologia lideram a recuperação, com o setor de semicondutores e os sete gigantes (Nvidia, Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla) avançando cerca de 11%.
- a TSMC superou expectativas e teve lucro 58% maior no primeiro trimestre, apoiando as projeções de lucros do S&P 500 para o período.
- Analistas destacam perspectivas de lucros: UBS aponta aumento em torno de 17% no primeiro trimestre; Citi mantém visão positiva para o S&P 500, mas alerta para o papel do conflito no Oriente Médio e do preço da energia.
- O petróleo continua influenciando as bolsas, com impactos tanto na Europa quanto nos EUA, enquanto o rendimento dos títulos permanece menos favorável à recuperação em comparação com as ações.
O Dow Jones e as principais bolsas globais seguem a curva de recuperação após o início de conflitos no Oriente Médio. O S&P 500 registra valorização acima de 6% desde 7 de abril, e o Nasdaq 100 acumula a mais longa recuperação desde 2017, sustentada pela confiança de investidores.
O Ibex espanhol se aproxima de máximas históricas, ainda que tenha recuado 0,5% no último pregão. A leitura geral aponta para uma adaptação dos mercados às novas condições geopolíticas e a um suposto fim de incertezas, com a renda variável performando melhor que dutos de renda fixa.
Desempenho recente
As empresas de tecnologia lideram o rali: o Nasdaq 100 fecha em alta por 12 pregões, a maior sequência desde 2017. Entre as favoritas estão hiperescaladores e semicondutores, que já superam dúvidas sobre IA e investimentos previstos para sustentar o crescimento.
O grupo das sete grandes — Nvidia, Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla — avança em média 11%, conforme avaliações de analistas. Citi ressalta múltiplos atrativos dessas ações frente ao restante do S&P 500.
Perspectivas e riscos
A temporada de resultados ajuda a sustentar o movimento, com TSMC registrando lucro maior que o esperado e apontando demanda robusta por chips. UBS projeta crescimento de lucros do S&P 500 perto de 17% no primeiro trimestre, puxado por semicondutores.
Na Europa, o ganho de tecnologia contrasta com quedas em petróleo e óleo e gás, que oscilam com a volatilidade do petróleo Brent acima de níveis pré-conflito. A expectativa é de que a energia tenha papel-chave na condução de mercados nos próximos meses.
Analistas de UBS mantêm visão favorável para a bolsa americana e veem potencial de alta para o S&P 500 no restante do ano, apoiado por crescimento de lucros e ambiente macro estável. Citi, por sua vez, mantém posição de equilíbrio entre ações de qualidade e setores defensivos.
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