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Transportadoras enfrentam impactos da Reforma Tributária

Reforma Tributária acelera transição para IVA Dual até 2033, elevando custos de frete e exigindo ajustes de fluxo de caixa; há oportunidade com créditos fiscais

Foto: Freepik / DINO
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  • A fase piloto da Reforma Tributária entra em vigor em 2026 para o setor de transporte rodoviário de cargas, com a implementação do IVA Dual, composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
  • O IVA Dual substituirá, até 2033, cinco tributos atuais (PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI), com alíquota nominal estimada entre 26,5% e 28%.
  • O principal desafio será o mecanismo de split payment, que retém tributos no pagamento e pode reduzir o float, gerando pressão de liquidez para transportadoras.
  • A reforma traz oportunidades de créditos fiscais mais amplos para custos como manutenção, pneus, peças, serviços mecânicos e combustível, potencialmente reduzindo a carga tributária efetiva.
  • A Roadcard, em parceria com a Law for Business, oferece consultoria para preparação das transportadoras, com soluções de compensação de créditos e adequação de práticas de precificação e faturamento até a transição gradual até 2033.

A reforma tributária avança com a fase piloto em 2026, atingindo o transporte rodoviário de cargas. O setor enfrentará a implementação gradual do IVA Dual, que reúne IBS e CBS, substituindo cinco tributos atuais até 2033. A expectativa é de aumento da alíquota nominal entre 26,5% e 28%, impactando custos de frete e rentabilidade das transportadoras brasileiras.

O movimento envolve a Roadcard, gestora de pagamentos na logística, e a Law for Business, escritório de consultoria tributária. A parceria oferece apoio para reduzir riscos e aproveitar oportunidades fiscais decorrentes da mudança, com foco em adequação a novos mecanismos de crédito e de recolhimento de tributos.

A principal dificuldade apontada é o split payment, em que os impostos são retidos no pagamento e repassados à transportadora apenas o valor líquido. O mecanismo pode pressionar a liquidez, especialmente em operações com margens estreitas, segundo Fernando Bittencourt, sócio da Law for Business.

Os impactos vão exigir revisão de fluxo de caixa, capital de giro e prazos com embarcadores. A transição entre sistemas antigo e novo ocorrerá entre 2026 e 2033, com alterações anuais de alíquotas que deverão ser acompanhadas de perto por empresas e prestadores de serviços de frete.

Oportunidades e planejamento

Apesar dos desafios, a não cumulatividade plena ampliará créditos fiscais para itens como manutenção, pneus, peças, serviços mecânicos e combustível. Em tese, empresas bem preparadas podem reduzir a carga tributária efetiva e ganhar vantagem competitiva, desde que consigam compensar os créditos gerados.

A Roadcard destaca soluções como Vale-Abastecimento e Frota+ para uso na Rede Parada Certa, que facilitarão a compensação dos novos tributos. A segregação de valores nos contratos de frete deverá permitir a emissão de nota fiscal com destaque para IBS/CBS, com possibilidade de compensação.

A consultoria personalizada da Roadcard e Law for Business promete adaptar o conhecimento fiscal ao dia a dia das transportadoras, oferecendo orientação específica para cada operação. A urgência de preparação em 2026 é enfatizada, com foco em adequação de sistemas, processos de apuração de créditos e revisão de políticas de precificação.

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