- Capacidade global para maio caiu cerca de 3 pontos percentuais, com 19 das 20 maiores companhias aéreas cortando voos.
- KLM anunciou cancelamento de 80 voos de ida e volta no Aeroporto de Schiphol no próximo mês; United, Lufthansa e Cathay Pacific também reduziram itinerários.
- O cenário eleva a pressão sobre o setor, com o Delta informando custos adicionais com combustível na casa de bilhões de dólares.
- A União Europeia sinalizou possível problema de abastecimento de querosene em breve, enquanto o Brent chegou a cair após a notícia de Irã, mas a situação permanece volátil.
- Companhias aéreas europeias costumam usar hedge de combustível; nos EUA, muitas grandes não utilizam, acumulando maior exposure a altas de preços.
Aeros, companhias reduzem operações frente à alta do combustível. A capacidade mundial para maio recuou cerca de 3 pontos percentuais, com 19 das 20 maiores companhias aéreas cortando voos. A medida afeta conexões e rotas, dos EUA à Ásia.
A KLM anunciou o cancelamento de 80 voos de ida e volta no aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, para o próximo mês. Junto a United, Lufthansa e Cathay Pacific, a empresa busca reduzir prejuízos em meio ao aumento do querosene.
Segundo a Cirium, a retração de capacidade já impacta a temporada de verão no hemisfério norte. A consultoria revisou sua previsão de crescimento para baixo, com possibilidade de queda de até 3% em determinadas condições.
Ed Bastian, CEO da Delta, afirmou que a alta de combustível elevou custos e que alguns voos podem ser reavaliados. A empresa aponta custos adicionais de até US$ 2,5 bilhões neste trimestre por esse motivo.
A Agência Internacional de Energia aponta estoques de querosene na Europa em níveis baixos, com previsões variando conforme disponibilidade de suprimento. A União Europeia considera risco de abastecimento próximo e avalia planos de ação.
Enquanto há sinais de ajustes, o Irã e o Estreito de Ormuz continuam no centro das análises. O Brent chegou a cair após o anúncio de que o estreito estaria aberto, mas o cenário permanece volátil e sem solução rápida.
Lufthansa também intensificou cortes, encerrando a operação da unidade CityLine e retirando jatos mais antigos de maior consumo. A empresa soma medidas para acelerar redução de frota diante dos custos de combustível.
Outras companhias reduzem rotas específicas: Edelweiss suspendeu voos para Denver e Seattle; Air Canada cancelou voos para JFK, mantendo ligações para Newark e LaGuardia; Norse Atlantic parou voos para Los Angeles; Virgin Atlantic cancelou Londres-Riad; British Airways encerrou rota para Jeddah.
Cenário geopolítico afeta operadores regionais: companhias africanas e nigerianas alertam sobre riscos existenciais caso não haja redução de preços. A Qantas planeja reduzir voos para os EUA e diminuir capacidade doméstica, com estimativa de custo adicional de US$ 575 milhões no período.
A Cathay Pacific anunciou corte de 2% das frequências na Ásia-Pacífico entre meados de maio e fim de junho, com HK Express reduzindo 6%. As medidas são reflexo de sobretaxas de combustível de até US$ 400 em voos de longa distância.
Executivos destacam que o hedge de combustível favorece algumas companhias europeias, enquanto muitas norte-americanas não protegem custos, repassando maior impacto financeiro. United reduziu até setembro cerca de 5% da capacidade deste ano.
A rede de voos chinesa também registra cortes diários, acompanhando o cenário global. Analistas indicam que menos rotas podem permanecer ativas na rota global de aviação conforme o mercado se ajusta.
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