- Credores bancários propõem reestruturação da dívida da Raízen, determinando que 30% dos recursos de venda de ativos na Argentina sejam usados para abatimento da dívida, que soma R$ 65 bilhões.
- A proposta inclui a saída de Rubens Ometto, fundador da Cosan, da presidência do Conselho de Administração.
- A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março de 2026.
- Shell já confirmou aporte de R$ 3,5 bilhões; Ometto se comprometeu com outros R$ 500 milhões; detentores de títulos pedem aporte de até R$ 8 bilhões (US$ 1,6 bilhão).
- Tanto credores quanto detentores de títulos buscam até 90% de participação em troca de 45% da dívida; a empresa segue em negociação para chegar a um acordo.
Os credores bancários da Raízen apresentaram, no sábado (19 abr 2026), uma proposta de reestruturação da dívida da companhia, segundo a Bloomberg. O plano prevê que 30% dos recursos obtidos com a venda de ativos na Argentina sejam usados para reduzir o endividamento, que soma cerca de R$ 65 bilhões.
A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell e entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março de 2026. Além da parte de Argentina, a proposta também envolve mudanças na governança da empresa, incluindo a saída de Rubens Ometto da presidência do Conselho de Administração.
Segundo a Bloomberg, os credores fortemente pressionam por ajustes financeiros, com destaque para custos de financiamento elevados e investimentos sem retorno claro nas operações de açúcar e etanol. A empresa tem enfrentado desafios operacionais e de juros altos.
No início de abril, a Raízen já havia apresentado aos credores uma proposta de oferecer até 70% das ações ordinárias da companhia. Nesta semana, os detentores de títulos apresentaram uma proposta própria de reestruturação.
A Shell já havia concordado, em março, em aportar R$ 3,5 bilhões como parte do processo. Rubens Ometto comprometeu-se com outros R$ 500 milhões. Em relação a aportes adicionais, os credores de títulos pedem cerca de R$ 8 bilhões (US$ 1,6 bilhão).
Tanto detentores de títulos quanto bancos propõem participação de até 90% em troca de 45% da dívida. A Raízen continua em negociações para fechar um acordo que contemple as diferentes propostas.
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