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CEO do Duolingo rejeita executivos com currículos brilhantes

CEO do Duolingo usa o “Teste do Táxi” para medir temperamento; candidatos grosseiros com motoristas são descartados, mantendo a cultura One for All

CEO e cofundador do Duolingo, Luis von Ahn, prefere ter um buraco na equipe a contratar a pessoa errada
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  • O CEO do Duolingo, Luis von Ahn, afirma que a competência técnica é apenas o começo na contratação.
  • A cultura da empresa, chamada One for All, valoriza colaboração, engajamento e alinhamento com a missão.
  • A regra informal: é melhor ter um buraco na organização do que contratar alguém que trate mal os outros, evitando “babacas”.
  • O “Teste do Táxi” avaliava como o candidato tratava motoristas durante o trajeto do aeroporto ao escritório; grosserias afastavam candidatos mesmo com currículo forte.
  • Embora o elemento surpresa tenha ido embora, o RH continua usando critérios de avaliação para evitar vieses e manter o perfil desejado.

Luis von Ahn, cofundador e CEO do Duolingo, mantém uma abordagem de recrutamento que vai além do currículo. Em transmissão recente, ele explicou que a avaliação de candidatos leva em conta comportamentos observados fora da sala de entrevista, especialmente no trato com motoristas.

A filosofia interna da empresa, chamada One for All, privilegia valores como colaboração, engajamento e alinhamento com a missão. A empresa observa tanto a capacidade técnica quanto a disposição para trabalhar em conjunto e compartilhar objetivos.

Segundo von Ahn, a prática visa evitar contratações que possam comprometer o ambiente de trabalho. A ideia é trabalhar com pessoas que tragam competência, mas também respeitem colegas em diferentes níveis da organização.

O Teste do Táxi

O método utilizado pelo Duolingo envolve avaliar atitudes no trajeto entre o aeroporto e o local da entrevista mediante o comportamento com motoristas. Essa observação é usada para inferir o potencial de convivência e liderança.

O CEO revelou que já recusou um candidato com currículo forte por ter sido grosseiro com o motorista, demonstrando como o comportamento cotidiano pode influenciar a decisão de contratação. A prática busca identificar traços de caráter relevantes ao desempenho.

Para a liderança, atitudes com pessoas em posições subsidiárias refletem estilo de gestão. Caso haja indícios de desrespeito, o candidato tende a não avançar no processo seletivo. A empresa mantém o foco em avaliações de viés e precisão.

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