- O bitcoin opera acima de US$ 75 mil, cotado próximo de US$ 75.036 às 12h10 (horário de Brasília).
- A Strategy comprou US$ 2,54 bilhões em bitcoin nos últimos sete dias, maior aquisição desde novembro de 2024.
- O financiamento das compras veio principalmente da venda de ações preferenciais perpétuas STRC, equivalentes a US$ 2,18 bilhões; o restante foi proveniente da venda de ações ordinárias.
- Fundos negociados em bolsa captaram US$ 663 milhões na sexta-feira, o maior aporte do mês.
- Analistas destacam que o foco do mercado continua no conflito entre EUA e Irã, o que influencia a volatilidade e o apetite por ativos de risco.
O Bitcoin permanece acima de US$ 75 mil nesta sexta-feira, sustentando o patamar mesmo diante de tensão no Oriente Médio. O movimento ocorre após a Strategy, liderada por Michael Saylor, confirmar nova compra expressiva de ativos digitais. O ambiente geopolítico mantém o apetite de risco contido.
Na semana encerrada em 19 de abril, a Strategy registrou compras de US$ 2,54 bilhões em Bitcoin, a maior aquisição desde novembro de 2024. O montante foi financiado principalmente pela venda de US$ 2,18 bilhões em ações preferenciais perpétuas STRC, com o restante vindo da venda de ações ordinárias, conforme documento apresentado à SEC.
Paralelamente, os fundos negociados em bolsa (ETFs) coletaram fluxos fortes, com captação de US$ 663 milhões na sexta, o maior valor do mês. A janela de aportes evidencia maior interesse institucional em ativos digitais em meio a incertezas macro e geopolíticas.
Às 12h10 (horário de Brasília), o Bitcoin operava a US$ 75.036, com queda de 0,12%, segundo o CoinGecko. No Brasil, a cotação ficava em cerca de R$ 374.117, segundo o Cointrade Monitor. O Ether recuava 2% para US$ 2.290 e o BNB caía 0,5% para US$ 623,91.
Perspectivas de mercado
Para o analista Gil Herrera, da Bitget na América Latina, as negociações entre EUA e Irã moldam a volatilidade de petróleo e a disposição para ativos de risco. A visão é de que o cenário atual sustenta a demanda por Bitcoin como reserva de liquidez, ao lado do Ether, com o ouro mantendo firmeza no período de incerteza.
Ele aponta que avanços diplomáticos podem reduzir custos de energia, favorecer um afrouxamento monetário nos EUA e estimular altas tanto no mercado de cripto quanto no de ações. Mesmo assim, a cautela permanece até sinais mais claros.
André Franco, CEO da Boost Research, prevê uma leitura de curto prazo neutra a levemente negativa para o Bitcoin, com consolidação entre US$ 73 mil e US$ 74,5 mil. O fundamento é a sensibilidade do fluxo macro às manchetes geopolíticas.
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