- Boletim Focus mostra sexta alta seguida da inflação para 2026, com IPCA em 4,80%.
- As projeções para 2027, 2028 e 2029 ficam em 3,99%, 3,60% e 3,50%, respectivamente.
- A mediana para a Selic em 2026 sobe para 13,00% ao ano; em 2027, 11,00%; em 2028, 10,00%; e em 2029, 9,88%.
- O mercado aponta crescimento moderado do PIB: 1,86% em 2026; 1,80% em 2027; 2,00% em 2028 e 2029.
- No câmbio, dólar fica em 5,30 reais para 2026; 5,35 reais para 2027; 5,40 reais em 2028; e 5,45 reais em 2029.
O Boletim Focus do Banco Central mostrou a sexta alta seguida nas previsões de inflação para 2026, com o IPCA chegando a 4,80%. A divulgação reforça a percepção de uma desinflação mais lenta diante da política monetária restritiva.
O documento aponta que as estimativas para 2026 subiram significativamente nas últimas semanas, após quatro revisões consecutivas para cima. As projeções para 2027, 2028 e 2029 ficaram em 3,99%, 3,60% e 3,50%, respectivamente.
A sinalização de inflação mais alta acompanha a sensação de que o caminho da política monetária permanece condicionado, com pressões que iteram ao longo do tempo. O mercado continua revisando a trajetória de preços no médio prazo.
Selic em foco
A pesquisa elevou a mediana para a taxa Selic em 2026 para 13,00% ao ano, sugerindo que o BC pode manter o juro elevado por mais tempo. No curto prazo, essa leitura reforça um cenário de aperto monetário contínuo.
Para 2027, a estimativa sobe para 11,00%, 2028 fica em 10,00% e 2029 em 9,88%. O movimento indica uma queda mais gradual da taxa de juros ao longo do tempo.
Desempenho da atividade e inflação
No cenário de atividade, o mercado projeta crescimento moderado do PIB. Em 2026, a expectativa é de 1,86% e, em 2027, 1,80%.
Para 2028 e 2029, o mercado prevê expansão de 2,00% em ambos os anos, sugerindo uma recuperação gradual da economia brasileira.
Câmbio e contas externas
No câmbio, o Focus aponta leve valorização do real no curto prazo. O dólar projetado para 2026 ficou em R$ 5,30, e para 2027 em R$ 5,35.
Para 2028 e 2029, as estimativas são de R$ 5,40 e R$ 5,45, respectivamente, indicando estabilidade relativa da taxa de câmbio no horizonte mais longo.
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