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Celular barato, vítima da crise de RAM e NAND

Crise de memória eleva custos de RAM e NAND, pressionando margens e podendo tornar o celular básico mais caro ou menos disponível

Foto: Xataka
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  • A indústria de celulares está passando por uma mudança de paradigma, com o foco em aparelhos baratos se tornando mais difícil de sustentar.
  • Um sinal disso é o Realme C71, lançado com 8 GB de RAM, 256 GB de armazenamento por cerca de R$ 895, mostrando que opções “baratas” estão se tornando raras.
  • Segundo a Counterpoint Research, os custos dos componentes estão sob a maior pressão da última década, levando empresas a reduzir lucros ou repassar custos ao consumidor, com o segmento de entrada em risco.
  • No primeiro trimestre de 2026, a memória DRAM subiu mais de 50% e a memória flash NAND avançou acima de 90% em relação ao trimestre anterior.
  • O peso dessa mudança é estrutural e pode inviabilizar a viabilidade econômica de celulares mais baratos no mercado.

O setor de smartphones enfrenta uma mudança estrutural: o custo dos componentes de memória, especialmente RAM e NAND, dispara. A indústria, que antes oferecia aparelhos básicos com preços baixos, começa a ver esse modelo ameaçado. A consequência prática pode ser celulares mais caros e, em alguns casos, com especificações reduzidas.

Segundo um relatório da Counterpoint Research, os custos de memória estão sob a maior pressão da última década. A organização indica que marcas podem reduzir margens, repassar parte do aumento ao consumidor ou ajustar o mix de produtos. O efeito colateral mais evidente é o recuo do segmento de entrada.

No primeiro trimestre de 2026, a memória DRAM subiu acima de 50% frente ao período anterior, enquanto a NAND avançou mais de 90%. Esses números refletem uma trajetória de custo que desafia a viabilidade econômica de aparelhos mais acessíveis, acelerando a migração de produtos para faixas de preço superiores.

Essa conjuntura não é apenas uma oscilação de mercado, mas uma mudança estrutural para a indústria. A pressão de custos pode reduzir a oferta de modelos de entrada, impactando consumidores que buscam celulares baratos para uso básico e conectividade.

A análise dos especialistas aponta que, sem um alívio significativo na cadeia de suprimentos, fabricantes tendem a adaptar estratégias de portfólio e de precificação. O desfecho depende de fatores como condições de fornecimento, acordos com fornecedores e demanda do consumidor.

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