- Dólar começou a segunda-feira próximo da estabilidade, caindo 0,04% às 9h34, para R$ 4,981, enquanto o índice dólar no exterior subia 0,17%.
- Irã fechou novamente o estreito de Hormuz e rejeitou nova rodada de negociações com os EUA, elevando as tensões na região.
- O preço do petróleo Brent começou a segunda em alta, em torno de US$ 95,29 por barril, com a máxima do dia em US$ 97,50.
- Na bolsa brasileira, ações de petroleiras recuaram após a queda do petróleo, com Petrobras caindo cerca de 5% entre as cotações de preferenciais e ordinárias.
- A reabertura temporária do estreito de Hormuz, combinada a mensagens conflitantes sobre o conflito, manteve o cenário volátil entre moedas, petróleo e ações ligadas a commodities.
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (20) próximo da estabilidade, após o Irã fechar novamente o estreito de Hormuz e rejeitar nova rodada de negociações com os EUA. Às 9h34, a moeda norte-americana caía 0,04%, para R$ 4,981, enquanto o índice DXY subia 0,17%.
Na sexta, o dólar caiu 0,18% e a Bolsa caiu 0,55%, com o patamar em 195.733 pontos. No fim de semana, a região voltou a registrar interrupções no tráfego, com ataques iranianos a embarcações no estreito de Hormuz.
Teerã afirmou ter retomado regras mais rígidas de passagem após acusações de violações dos EUA. O Irã também disse que Washington não conseguiu pressão nem apoio internacional para a guerra, segundo relatos veiculados pela imprensa.
Crise geopolítica e impactos
Donald Trump reagiu às afirmações, alegando que o Irã está fazendo graça e que não poderá chantagear os EUA. O presidente americano manteve a ameaça de destruir infraestrutura no país. O tom político reforça a incerteza no mercado.
O petróleo reagiu com alta, após mensagens contraditórias sobre o conflito. O Brent era cotado em cerca de US$ 95,29 por volta das 8h20, com máxima de US$ 97,50, apoiando pressões inflacionárias e risco global.
Setor de energia e Ibovespa
Na sexta, a reabertura de Hormuz e a possível trégua fizeram o Brent recuar de mais de 10% na semana anterior. O mercado brasileiro acompanhou o movimento, com queda de ações ligadas a petróleo, como Petrobras, que recuou quase 5%.
Analistas destacam que o enfraquecimento do dólar favorece o real, mas a desvalorização do petróleo pressiona empresas do setor. A petrolífera brasileira caiu, pesando no Ibovespa, que manteve o viés de tensão devido ao cenário externo.
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