- O dólar fechou o dia em queda, cotado a R$ 4,974, mantendo-se abaixo de cinco reais.
- A moeda já havia recuado 0,56% na semana anterior, ficando abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 27 de março de 2024.
- A mediana das estimativas para o IPCA deste ano subiu de 4,71% para 4,8%, mantendo o índice acima da meta de 3% e da tolerância de 1,5 ponto percentual.
- Com a inflação mais alta prevista, analistas passaram a projetar Selic em 13% ao ano no fim deste ano, ante 12,5% anteriormente.
- No front externo, o Irã voltou a bloquear a rota que passa pelo estreito de Hormuz, cerca de 20% do petróleo mundial, e Trump disse que é pouco provável estender o cessar-fogo com o Irã; o Brent segue acima de US$ 95 por barril.
O dólar fechou o dia em queda, cotado a R$ 4,974, em meio a incertezas sobre o futuro da guerra no Oriente Médio. A moeda ficou abaixo de 5 reais, repetindo movimento recente diante do cenário externo.
O dólar comercial recuou 0,56% na semana anterior, quando caiu pela primeira vez abaixo de R$ 5 desde 27 de março de 2024. O mercado acompanha volatilidade ligada a tensões geopolíticas.
A inflação pode surpreender para cima. A mediana das estimativas para o IPCA deste ano foi elevada de 4,71% para 4,8%. Se confirmada, a alta pode pressionar a meta de inflação e o conjunto de decisões do CMN.
Perspectivas de juros
Com a sinalização de inflação maior, analistas revisaram a projeção para a Selic no fim deste ano, de 12,5% para 13% ao ano. A taxa é vista como principal instrumento para conter a pressão de preços.
Essa leitura reforça a expectativa de aperto monetário mais contido, mas ainda firme, frente a choques de oferta que afetam a inflação e o custo do crédito.
Efeito da guerra
O mercado acompanha o impacto da guerra no Oriente Médio. O Estreito de Hormuz, reaberto, voltou a sofrer bloqueios parciais pelo Irã, que também não participou de negociações para um cessar-fogo definitivo.
Nos Estados Unidos, Donald Trump disse ser altamente improvável prorrogar a trégua com o Irã. A fala sugere riscos de escalada, caso não haja acordo de paz.
O Brent opera acima de US$ 95 por barril, com volatilidade alimentada pelas restrições iranianas e pela incerteza sobre novos contatos entre EUA e Teerã. As mudanças afetam o preço do petróleo global.
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