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Dólar fecha em R$ 4,97 com incertezas sobre acordo EUA-Irã; Ibovespa avança

Dólar fecha em R$ 4,9746, menor desde março de 2024, e Ibovespa avança 0,20%, com sinais contraditórios sobre acordo EUA-Irã e impacto no Brent

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
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  • O dólar fechou em queda de 0,17%, cotado a R$ 4,9746, menor valor desde março de 2024.
  • O Ibovespa avançou 0,20%, aos 196.132 pontos.
  • O preço do Brent subiu cerca de 5,32%, situando-se em US$ 95,19 o barril, em meio a tensões na região e bloqueios no Golfo de Omã.
  • O mercado revisou a inflação e os juros para 2026, com o IPCA projetado em 4,80% e a probabilidade de alta dos juros persistente; Selic estimada ao fim de 2026 em torno de 13%.
  • Na política externa, Trump disse não estar sob pressão para fechar acordo com o Irã, enquanto o Paquistão informou ter sinal positivo do Irã para participação em negociações; Teerã prometeu retaliação.

O dólar fechou em queda de 0,17% nesta segunda-feira (20), cotado a R$ 4,9746, menor valor desde março de 2024. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,20%, aos 196.132 pontos. As oscilações ocorreram em meio a sinais contraditórios sobre o conflito no Oriente Médio.

Informações conflitantes vieram de Washington e Teerã. O presidente dos EUA afirmou que um acordo com o Irã deve ocorrer relativamente rápido, enquanto autoridades americanas sinalizaram dificuldades diplomáticas. Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã citou obstáculos ao processo, citando violações e posições contraditórias dos EUA.

No domingo, os EUA interceptaram e atacaram um navio iraniano, segundo Trump, após alegações de furto de bloqueio naval no Golfo de Omã. Em resposta, o Irã prometeu retaliação e questionou a participação em novas negociações de paz, o que gerou incerteza sobre o desfecho diplomático. O Paquistão informou à Reuters que recebeu sinal positivo do Irã sobre participação nas tratativas.

Diante da escalada, o preço do petróleo Brent reagiu com alta de cerca de 5,3%, around US$ 95,19 o barril, refletindo as tensões na região. No Brasil, o mercado elevou as expectativas de inflação e juros para 2026, em função do cenário internacional e das incertezas geopolíticas.

Mercados globais

Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em queda: Dow Jones -0,01%, S&P 500 -0,22% e Nasdaq -0,26%. Na Europa, o STOXX 600 ficou -0,8%, com quedas mais expressivas na França (CAC) e na Alemanha (DAX), ambos em torno de -1,1%. Em Londres, o FTSE caiu 0,55%.

Na Ásia, o cenário foi mais favorável: Hang Seng subiu 0,77% e SSEC avançou 0,76%. O Nikkei, de Tóquio, ganhou 0,6% e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,44%.

Impactos no Brasil

A projeção de inflação para 2026 subiu no Boletim Focus, do Banco Central, para 4,80%, acima dos 4,71% anteriores. O IPCA de 2026 pode ficar acima da meta, que é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. A taxa Selic projetada para o fim de 2026 passou a 13% ao ano, frente 12,5% anteriormente, segundo a pesquisa mais recente.

O mercado também revisou as perspectivas de juros para 2027 e 2028, mantendo a expectativa de queda gradual. A janela de cortes, porém, permanece condicionada ao comportamento da inflação e ao desenrolar do conflito no Oriente Médio. O panorama externo continua influenciando as decisões de política monetária no Brasil.

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