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Empresa americana compra mineradora brasileira de terras raras

USA Rare Earth compra Serra Verde por US$ 2,8 bilhões e assina contrato de quinze anos para suprir terras raras, consolidando cadeia global de produção

Londres - 20/04/2026 - Bloco com o símbolo, número atômico e número de massa do disprósio (Dy), uma terra rara pesada. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/Proibida reprodução.
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  • A compra da Serra Verde pela USA Rare Earth (USAR) foi anunciada nesta segunda-feira (20), em negociação estimada em US$ 2,8 bilhões.
  • A Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu, Goiás, a única mina de argilas iônicas ativa no Brasil, em produção desde 2024, e é a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas fora da Ásia (Disprosio, Térbio e Ítrio).
  • Os materiais são usados em ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones e outros setores de tecnologia, defesa e indústria.
  • O acordo prevê 15 anos de fornecimento para uma empresa de propósito específico financiada por agências do governo dos Estados Unidos e capital privado, com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas.
  • A expectativa é a criação de uma empresa multinacional líder em terras raras, com operações no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido, abrangendo toda a cadeia produtiva. As ações da USAR subiram mais de oito por cento após o anúncio.

A empresa brasileira Serra Verde, especializada em mineração de terras raras, foi adquirida pela mineradora norte‑americana US Rare Earth (USAR) em negociação estimada em US$ 2,8 bilhões. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelas próprias companhias.

A Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas em atividade no Brasil desde 2024. A unidade produz terras raras pesadas como Disprosio, Térbio e Ítrio, classificadas entre as mais críticas fora da Ásia. Globalmente, mais de 90% da extração ocorre na China.

A produção goiana, ainda em estágio inicial, é descrita como modesta, com potencial de expansão futura. A expectativa é dobrar a produção até 2030, conforme planos da nova aliança com a USAR.

Estrutura da operação e fornecedores

O contrato firmado prevê 15 anos de fornecimento para uma SPV criada com capital público e privado dos EUA, garantindo a totalidade da produção da Fase I com preços mínimos para as terras magnéticas. Essa estrutura visa assegurar fluxo de caixa estável para a Serra Verde.

A USAR afirma que o acordo possibilitará uma cadeia de suprimentos global, conectando operações de mineração a fábricas de ímãs, com presença em Brasil, EUA, França e Reino Unido. A meta é controlar toda a cadeia, da extração à fabricação de ímãs.

Repercussões e contexto de mercado

A parceria fez subir as ações da USAR na Nasdaq, com ganhos expressivos no pregão inicial. Dois executivos da Serra Verde devem integrar a diretoria da USAR, fortalecendo a governança entre as operações. O movimento insere o Brasil em uma posição de destaque na cadeia de terras raras.

O tema das terras raras volta a ganhar atenção internacional devido à dependência de fornecimento da China, assunto frequentemente discutido por lideranças globais. O acordo entre Serra Verde e USAR é visto como marco para diversificação de suprimentos.

Fontes: comunicados oficiais das empresas envolvidas, informações de mercado.

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