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Especialistas recomendam manter-se muito ativo

Mercado exige atuação de especialistas: volatilidade persiste, juros devem permanecer estáveis, abrindo oportunidades em dívida de grau de investimento e em tecnologia

USA9948. MIAMI (ESTADOS UNIDOS), 16/04/2026.- Fotografía tomada de la cuenta oficial en X del Comando Central de Estados Unidos @CENTCOM donde se muestra el buque USS Abraham Lincoln (CVN 72) transitando por el mar Arábigo. El Comando Central afirmó que las Fuerzas Armadas estadounidenses "no están bloqueando el estrecho de Ormuz", sino solo los barcos que salen o se dirigen a Irán, con al menos 14 buques desviados en los últimos tres días. EFE/ @CENTCOM /SOLO USO EDITORIAL/NO VENTAS/SOLO DISPONIBLE PARA ILUSTRAR LA NOTICIA QUE ACOMPAÑA (CRÉDITO OBLIGATORIO)
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  • Rally de mercados após a trégua entre EUA e Irã, com índices perto de máximos e resultados corporativos sólidos.
  • Volatilidade alta; se o petróleo se estabilizar por três meses, a inflação global pode subir 0,5 ponto percentual e o crescimento cair 0,5 ponto; na Eurozona, há choque de oferta devido à dependência de petróleo.
  • Fed e BCE devem manter juros ou não subir, com possibilidade de queda ainda neste ano, mantendo liquidez no mercado.
  • Mercado é de especialistas: cautela com exposição a variações de juros; dívida de governos de economias desenvolvidas, rentabilidade a vencimento em torno de 2,3%; dívida de grau de investimento perto de 3,5% e alta rentabilidade acima de 5,6%; emergentes com cupons acima de 8%.
  • Em renda variável, visão neutra globalmente, com sobreposição em tecnologia; IA favorece demanda por hardware e semicondutores; energia, infraestrutura e saúde defensiva ganham espaço, impulsionados pela IA.
  • Mudança de paradigma financeiro: 60/40 vira 40/40/20, com 20% em estratégias de retorno absoluto e investimentos alternativos; alocação dinâmica para proteger o portfólio sem perder rentabilidade.

O mercado vive um rali após o cessar-fogo entre EUA e Irã, com índices próximos de máximos. A tranquilidade é bem-vinda, e o ciclo de resultados das empresas continua sólido, apesar da ainda elevada volatilidade.

Se o petróleo se mantiver estável por três meses, a inflação global pode subir 0,5 ponto porcentual e o crescimento cair 0,5 p.p., segundo analistas. Na zona do euro, há choque de oferta, mas a região depende menos do petróleo que os EUA.

A estabilidade depende da continuidade do acordo de pausa entre as potências. Em cenário de prolongamento da volatilidade, o impacto inflacionário na zona do euro pode chegar perto de 3%, sem gerar maior alarme, segundo especialistas.

Visão de curto prazo

Mesmo com ruído, não se espera alta adicional de juros por parte da Federal Reserve e do BCE, que priorizam o crescimento. A expectativa é de que a Fed reduza taxas ao menos uma vez neste ano, mantendo liquidez no sistema.

O mercado de títulos longos não funciona como refúgio: ações e obrigações caíram juntas ante temores inflacionários. O momento demanda atuação ativa, com redução de sensibilidade a juros e uso de coberturas, descrevem especialistas.

Cenário de renda fixa e ações

A exposição a variações de juros permanece moderada, especialmente em dívida soberana de economias desenvolvidas, com rendimento até vencimento em torno de 2,3%. Empresas apresentam balanços sólidos, abrindo oportunidades em dívida de grau de investimento, com rendimentos até 3,5%, e títulos de maior risco com mais de 5%.

Mercados emergentes destacam-se pela dívida corporativa com cupons acima de 8% e balanços reforçados, oferecendo opções para os próximos três anos. A previsão aponta para maior crescimento frente a economias desenvolvidas, sem ruptura significativa na inflação.

Renda variável e setores

Na bolsa, a visão é neutra globalmente, com superávit em setores de tecnologia. Correções do Nasdaq deixaram ações a cerca de 23 vezes lucros esperados, ainda animando o potencial de inovação em IA, dados e infraestrutura digital.

Energia e infraestrutura também chamam atenção, com empresas elétricas beneficiadas pela demanda estável e pela transição para energia mais limpa, reforçando a independência energética. No setor de saúde, a biotecnologia é favorecida pela inovação tecnológica.

Nova alocação estratégica

O portfólio passa de um modelo 60/40 (renda fixa/renda variável) para 40/40/20, incluindo estratégias de retorno absoluto e investimentos alternativos, como infraestrutura. A ideia é combinar liquidez com proteção de risco e melhoria de retorno ao longo do ciclo.

Gonzalo Rengifo, diretor-geral da Pictet AM em Iberia e Latam, contribui com as perspectivas apresentadas. As informações refletem a visão de gestão de ativos e estratégias para o cenário atual.

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