- Com a inadimplência em alta, fintechs e fundos começam a testar a quitação definitiva de dívidas à vista, antecipando recursos ao credor e eliminando o passivo.
- A iniciativa é liderada por Edgard Melo, fundador da Acordo Certo e CEO da PraQuitar, e pode movimentar até R$ 1 bilhão no segundo semestre.
- A proposta cria uma terceira via entre renegociação parcelada e compra de carteiras, estruturando uma dívida nova desde o início com fluxo previsível.
- O modelo mira um mercado superior a R$ 1 trilhão em dívidas e já atrai mais de vinte credores interessados.
- A PraQuitar atua como infraestrutura financeira, liquidando a dívida à vista e gerando uma nova obrigação com pagamento previsível, para bancos, fintechs, varejo, telecom e outros setores.
Com a inadimplência elevada no Brasil, fundos de crédito e fintechs estudam uma nova via de quitação definitiva de dívidas à vista. A ideia é antecipar recursos ao credor para quitar o passivo de imediato, transformando-o em um ativo financeiro para investidores. A operação pode movimentar até R$ 1 bilhão no segundo semestre.
Líderes do segmento apontam que a estrutura encontra terreno fértil entre bancos, financeiras e empresas com carteiras cedidas. O modelo promete liquidez rápida para credores e liquidação completa do passivo, evitando ciclos de renegociação e deterioração adicionais.
A iniciativa tem à frente Edgard Melo, fundador da Acordo Certo e CEO da PraQuitar. Melo já atuou no varejo de recuperação de crédito e aposta na origem de ativos desde o início da dívida, ao invés de trabalhar apenas com carteiras já deterioradas.
PraQuitar avança com a terceira via
A PraQuitar atua como infraestrutura de crédito que transforma passivos em ativos desde o começo. O objetivo é liquidar o valor à vista para o credor e criar uma nova obrigação para o devedor, com fluxo previsível e parâmetros de risco mais claros.
Segundo entidades do setor, o modelo pode atender um mercado superior a R$ 1 trilhão em dívidas e já consegue mobilizar recursos significativos. A expectativa é entrar em operação no segundo semestre com capacidade inicial próxima de R$ 1 bilhão.
Mais de 20 credores devem participar da solução, incluindo bancos, financeiras e empresas com carteiras cedidas. A proposta é oferecer a terceira via entre renegociação parcelada e compra de carteiras estressadas, sem transferir direitos creditórios de forma tradicional.
Contexto de mercado
Com mais de 81 milhões de inadimplentes, o Brasil mantém demanda por soluções de liquidez. Dados recentes apontam alta necessidade de ativos mais previsíveis para fundos de crédito. A inovação visa capturar valor antes de a carteira se deteriorar, reduzindo custos de cobrança.
A infraestrutura busca ainda ampliar a distribuição, oferecendo a possibilidade de quitação definitiva em canais de relacionamento já existentes dos credores. A operação fortalece a liquidez de origem e a previsibilidade de caixa para grandes originadores.
Sobre a PraQuitar
A PraQuitar desenvolve soluções para transformar passivos em ativos performados desde o início. Atende bancos, fintechs, varejo, telecom, utilities, educação e saúde, com foco em liquidez, eficiência operacional e previsibilidade de recebimentos.
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